Brasil: tras el anuncio de su vuelta al ruedo político, opositores realizan protesta contra Lula

Boneco inflável de Lula é montado na Avenida Paulista protegido por grades

O boneco inflável gigante com a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com roupa de presidiário foi montado na manhã deste domingo (30) na Avenida Paulista, na região central de São Paulo. Os organizadores do ato contra o ex-presidente e o governo federal levaram grandes e contrataram seguranças particulares para proteger o boneco de atos de vandalismo, como o ocorrido na sexta-feira, quando o boneco foi furado por uma mulher que era contra o protesto.

“Heduan Pinheiro, de 34 anos, é integrante do movimento Brasil Melhor e é um dos responsáveis por trazer o o boneco para Avenida Paulista. “A gente solicitou ofício da PM para o evento. Nós não esperávamos aquela ação tão agressiva no Viaduto do Chá. Contratamos grades e seguranças particulares para garantir que ninguém se aproxime do boneco. O Pixuleco é o símbolo contra a corrupção”, afirmou.

Os organizadores colocaram o Hino Nacional em um alto falante enquanto desenrolavam o boneco de plástico para começar a encher de ar. O boneco foi inflado em frente ao prédio da Caixa Econômica Federal. A Avenida Paulista não foi fechada para veículos, como aconteceu no domingo passado.

Algumas pessoas protestaram contra a presença do boneco na Paulista. “Esse movimento é fascita”, disse o professor universitário Adrian Carlo, de 51 anos. “Eu penso que é uma campanha de manipulação. Por que o Lula e não o José Dirceu? As pessoas gritam e não argumentam. Elas não querem se informar.”

De acordo com os organizadores do ato, o boneco será desmontado por volta de 15h.

O boneco chamado de Pixuleco já havia aparecido na sexta-feira em dois pontos da capital, na Ponte Octávio Frias de Oliveira, a Ponte Estaiada, na Zona Sul, e na frente da Prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá. Na tarde de sexta, a presença do boneco causou tumulto entre manifestantes a favor e contra o ato.

A Guarda Municipal informou que na ocasião manifestantes foram conduzidos à delegacia por incitação à desordem pública. Uma mulher furou o boneco e também foi levada pelos guardar. Procurado pelo G1 na sexta-feira, o Instituto Lula disse que não ia se manifestar.

A alegoria tem 12 metros de altura, 100 kg quando está vazio e 500 kg quando fica cheio de ar e foi idealizada por Ricardo Honorato, do Movimento Brasil (MBR) e em suas aparições conta com apoio de outros grupos. O boneco apareceu pela primeira vez nas manifestações do dia 16, em Brasília.

G1

Boneco inflável de Lula reaparece após investimento de R$ 2 mil em cerca e seguranças

Depois de sofrer um ataque e ser rasgado na sexta-feira, o Pixuleko, boneco inflável do ex-presidente Lula vestido de presidiário, reapareceu no domingo (30) consertado e com esquema de segurança reforçado. Cinco seguranças e um gradil foram contratados por cerca de R$ 2 mil e levados para isolar o boneco do público na avenida Paulista.

“Se a gente não fizer isso a petralhada ataca de novo”, afirmou Carla Zambelli, líder do movimento. O Pixuleko foi inflado na altura da alameda Ministro Rocha de Azevedo, na frente do prédio onde funciona TCU (Tribunal de Contas da União) em São Paulo, para pressionar o tribunal a agilizar a análise de supostas irregularidades na conta do governo Dilma em 2014.

Líderes dos movimentos pró-impeachment também recolhiam assinaturas para um manifesto contra a corrupção. Para animar os manifestantes, que se aglomeravam em torno do boneco e em cima da ciclovia da Paulista, a organização providenciou um alto falante que era usado para fazer discursos contra Dilma e Lula e tocar músicas diversas.

A trilha sonora foi do hino brasileiro a adaptações de músicas famosas. A letra de “Faroeste Cabloco”, da Legião Urbana, foi modificada para criticar o escândalo na Petrobras. Os organizadores se revezavam no microfone para cantar junto com as gravações.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, foi cercado e xingado na avenida Paulista, na manhã deste domingo. Ele fazia uma caminhada junto com um amigo, que estava de camisa vermelha, e foi reconhecido por manifestantes.

Por volta das 13h, manisfestantes pró-Dilma foram ao local e gritaram pedindo que o boneco fosse retirado. Alguns chegaram a trocar socos com opositores do governo antes de serem separados pela PM. Depois da intervenção da polícia, os dois grupos passaram a se xingar e alternar gritos de guerra.

No microfone, Heduan Pinheiro, do Movimento Brasil Melhor, pediu que os apoiadores do governo se manifestassem em outro local. “Não queremos conflito, estamos só protestando contra a corrupção. Se quiserem, façam um boneco gigante também e vão protestar”.

O ato foi oficialmente encerrado por volta das 14h com a execução do hino nacional e gritos de “Viva a PM”. “Vai gritar isso em Osasco”, responderam os apoiadores do governo, em referência à chacina que deixou 19 mortos na cidade e, suspeita-se, pode ter sido promovida por policiais.

Depois do encerramento, os presentes continuaram discutindo separados pela PM. O boneco de Lula não é algo novo na história da política brasileira. Em 1998, Fernando Henrique Cardoso também foi representado por um boneco de 12 metros de altura – tamanho parecido com o do Pixuleco – produzido pela CUT.

Ministro da Justiça é vaiado e xingado por manifestantes

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, foi hostilizado com xingamentos e vaias por um grupo de manifestantes. “É legítima a manifestação democrática, mas acho errado quando tem xingamento e intolerância”, disse o ministro.

Cardozo não passou perto do protesto, que teve o boneco em alusão ao ex-presidente Lula, sendo abordado pelos manifestantes na Paulista, enquanto seguia para o condomínio Conjunto Nacional.

O ministro, que estava sem seguranças, decidiu atravessar a rua para evitar a manifestação, Mas foi visto por um grupo que correu em direção a ele e passou a protestar com gritos de “Fora, PT”, “Fora, Dilma” e “Pega ladrão”. Alguns gritavam palavrões. Ele então caminhou até a livraria Cultura.

Lá, acabou conversando com outros manifestantes que acusavam o governo de ter fraudado as eleições e que criticavam a gestão da presidente Dilma Rousseff.

Correio