Sérgio Moro recibió un regalo hecho con proyectiles de balas 

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Sergio Moro y un regalo lleno de balas

El ministro de Justicia de Brasil, Sergio Moro, recibió un particular regalo: una gigantografía de su rostro y la inscripción “Lava Jato” hecha con proyectiles de bala. El autor de la inquietante obra es Rodrigo Camacho, responsable del lanzamiento del partido Alianza para Brasil, el nuevo espacio del presidente Jair Bolsonaro.

La obra fue entregada al ex juez Moro en el marco del Día Internacional de Lucha contra la Corrupción.

El actual ministro de Justicia del belicoso Bolsonaro fue quien condenó al ex presidente Inacio “Lula” Da Silva, en abril de 2018, tras un proceso amañado que quedó al descubierto luego de la difusión de los audios entre los magistrados intervinientes, divulgados por el periodista Glenn Greenwald. Se trata del mismo Moro que también figura en Wikileaks: allí se asegura que participó de un curso promovido por el Departamento de Estado norteamericano.

La última gigantografía no es el único regalo que Camacho le hace a la familia presidencial. En su página de Facebook aparece una foto del concejal Carlos Bolsonaro, uno de los hijos del mandatario, quien posó junto con otra de sus obras, otro retrato enmarcado en el contorno del mapa de Brasil, también hecho con poroyectiles.

Página 12


Sergio Moro ganha homenagem feita com cartuchos de armas

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, ganhou, nesta quarta-feira 11, uma homenagem: um quadro com a imagem de seu rosto feita com cartuchos de armas. Além da imagem do ministro, o quadro traz o nome da Lava Jato embaixo de seu busto. O quadro foi criado pelo artista plástico Rodrigo Camacho, do Rio de Janeiro.

O presidente Jair Bolsonaro já havia sido presentado pelo mesmo artística plástico. A homenagem ocorreu no dia da criação do partido Aliança Pelo Brasil, que teve o logo feito com cartuchos de bala.

Moro, que enviou o projeto anticrime ao Congresso, foi criticado por políticos. “É o governo do fetiche pela morte. Lamentável”, disse o PSOL em suas redes. O projeto do ministro previa, entre outros pontos, que um policial não fosse criminalizado caso matasse em serviço.

Na terça-feira 10, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou o pacote anticrime e o projeto de lei que autoriza a prisão após condenação em 2ª instância.

Os parlamentares haviam retirado os principais trechos sugeridos pelo ministro Sergio Moro, como o excludente de ilicitude, o “plea bargain” e a possibilidade de prisão após 2ª instância.

Carta Capital

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