Brasil: postergan asunción del ministro de Educación por irregularidades en su currículum

Desde Alemania y Argentina desmienten currículum de nuevo ministro de educación de Brasil

Carlos Alberto Decotelli aún no asumió como ministro de Educación de Brasil, el tercero del gobierno de Jair Bolsonaro, pero ya es objeto de polémicas relacionadas con cuestionamientos de títulos universitarios de su currículum.

Cuando anunció su designación el jueves pasado, Bolsonaro enumeró en un tuit los supuestos títulos de Decotelli, un oficial de reserva de la Marina y la primera persona negra de su gabinete: “Licenciatura en Ciencias Económicas (…), Máster en la Fundación Getúlio Vargas, Doctorado en la Universidad de Rosario [Argentina], Posdoctorado en la Universidad de Wuppertal, Alemania”.

El viernes, el rector de la Universidad de Rosario, Franco Bartolacci, señaló que Decotelli no había obtenido el alegado título de doctor. “Nos vemos en la necesidad de aclarar que Carlos Alberto Decotelli da Silva no ha obtenido en @unroficial la titulación de Doctor que se menciona en esta comunicación”, afirmó.

El ministerio de Educación reprodujo en un primer momento una atestación de que Decotelli había cursado esa carrera, pero el ministro designado corrigió luego su historial, precisando que había completado las materias pero “sin defensa de tesis”, lo cual confirma que no obtuvo el título en cuestión.

El lunes, la Universidad de Wuppertal precisó a su vez en un comunicado que Decotelli “realizó una investigación de tres meses en 2016” en esa institución alemana, pero que “no obtuvo ningún título” allí.

El ministro designado no hubiera podido de todos modos obtener un posdoctorado, dado que tampoco había obtenido el de doctor.

Otra sospecha sobre su carrera procedió de Brasil, con acusaciones de plagio en su disertación de máster en la FGV de Rio de Janeiro.

Decotelli fue designado para sustituir a Abraham Weintraub, envuelto en numerosas polémicas.

Ferviente bolsonarista, Weintraub llegó a publicar en Twitter declaraciones de cuño racista contra los chinos, relativizó las atrocidades de los nazis y calificó de “cobardes” a los jueces de la corte suprema, afirmando que debían ser “encarcelados”.

Desde que Bolsonaro asumió el poder en enero de 2019, una decena de ministros fueron destituidos o renunciaron en medio de polémicas o por incompatibilidades con el presidente. Entre ellos, dos ministros de Salud en plena pandemia de covid-19.

El Observador


Universidade nega que Decotelli tenha feito pós-doutorado na Alemanha, e ministro altera de novo o currículo

A Universidade de Wuppertal, na Alemanha, informou em nota enviada à TV Globo nesta segunda-feira (29) que o novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli da Silva, não fez pós-doutorado na instituição.

“O Prof. Dr. Carlos Decotelli se aproximou da Profa. Dra. Brigitt Wolf para uma estadia de pesquisa de três meses em janeiro de 2016. Até 2017, ela foi professora de teoria do design, com foco em metodologia, planejamento e estratégia na Universidade de Wuppertal, e é agora emérita. Carlos Decotelli não adquiriu um título em nossa universidade. Ele não foi um pós-doc em nossa universidade. A Universidade de Wuppertal não pode se pronunciar sobre títulos adquiridos no Brasil”, informou a Universidade de Wuppertal em nota.

Além disso, também nesta segunda, o G1 verificou que Decotelli alterou o currículo disponível da plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ele excluiu a citação ao pós-doutorado.

Decotelli já tinha feito uma alteração semelhante depois que o reitor da Universidade Nacional de Rosário negou que ele obteve o título de doutor pela instituição. Ele chegou a estudar na Argentina, mas não defendeu a tese, sendo assim impossível ter conquistado o título.

Oficial da Reserva da Marinha, Decotelli é bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Além de questões sobre o doutorado e o pós-doutorado, o novo ministro também é questionado por seu trabalho de mestrado: a Fundação Getúlio Vargas (FGV), onde ele obteve o título de mestre, disse que vai apurar a denúncia de plágio na dissertação de Decotelli.

Posse adiada

A posse de Carlos Decotelli como ministro, inicialmente marcada para esta terça-feira (30), foi adiada pelo governo. Não foi divulgada uma nova data. O colunista do G1 Valdo Cruz conversou com ministros, que confirmaram a informação, publicada inicialmente pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”.

De acordo com esses ministros, o governo decidiu fazer uma “checagem completa” do currículo de Decotelli.

Na semana passada, o reitor da Universidade Nacional de Rosário, na Argentina, Franco Bartolacci desmentiu o currículo de Decotelli. No currículo, disponível na plataforma Lattes, constava que o novo ministro tinha diploma de doutor pela instituição. O reitor negou.

À TV Globo, Bartolacci disse que o novo ministro até iniciou o doutorado na universidade argentina, mas não concluiu o curso.

G1


‘Mestrado: plagiado. Doutorado: reprovado. Pós-doutorado: inventado’, diz Haddad sobre Decotelli

O ex-presidenciável Fernando Haddad satirizou a atuação falsária do novo ministro da Educação, Carlos Decotelli, em mais uma descoberta sobre uma informação mentirosa em seu currículo.

Só rindo.

Diario do centro do mundo


Planalto procura nomes para substituir Carlos Decotelli – Educação – Estadão

Uma reunião foi marcada para a noite desta segunda-feira, 29, no Planalto para discutir alguns nomes. Bolsonaro deve reavaliar alguns dos indicados que ele já se encontrou na semana passada, como Marcus Vinícius Rodrigues, que foi presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC) na gestão de Ricardo Velez. Ele é engenheiro, especializado em gestão e ligado ao mesmo grupo militar de Decotelli. Rodrigues deixou o Inep depois de desentendimento com o grupo ligado a Olavo de Carvalho.

Outro que esteve com Bolsonaro foi o ex-pró reitor da FGV Antonio Freitas, também indicado pelo mesmo grupo militar. O secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, também esteve com o presidente e depois foi avisado por ele que não tinha sido escolhido para o cargo.

Os militares que sugeriram o nome de Decotelli estão constrangidos porque foram surpreendido pelos problemas acadêmicos. Ele também perdeu o apoio que tinha entre professores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) A cerimônia de posse estava marcada para esta terça-feira, 30, às 16 horas.

Fontes ouvidas pelo Estadão, tanto do meio educacional quanto da política, acreditam que ele não vai permanecer como ministro. Deputados também adiaram eventos com o ministro na Câmara diante da indefinição. A preocupação dos militares e de educadores é que intregrantes ligados a Olavo de Carvalho agora tenham argumentos para indicar um nome que prevaleça. O deputado Eduardo Bolsonaro teria sugerido Sérgio Sant’ana, ex-assessor especial de Abraham Weintraub e ligado a olavistas do governo. Nesse grupo também tem aparecido o nome de Ilona Becskehazi, atual secretária de Educação Básica do MEC.

Desde o fim de semana, quando a formação acadêmica de Decotelli passou a ser alvo de contestação, auxiliares do presidente argumentam que os questionamentos inviabilizam totalmente o ex-professor no cargo, em um momento em que o governo tenta recuperar a confiança na pasta. Um outro grupo ponderou que mais uma mudança no MEC pode ser pior e alegam que outros ministros também já tiveram o currículo contestado, mas seguiram no cargo após a explicação.

Um auxiliar que acompanha de perto a discussão afirma que a decisão do presidente é política, uma vez que a Educação é alvo da cobiça de partidos políticos do Centrão e também da ala ideológica do governo

O nome de Decotelli foi publicado no Diário Oficial depois de anunciado por Bolsonaro. No sábado, ele divulgou nota mencionando que sua tese de doutorado não teve a defesa autorizada. “Seria necessário, então, alterar a tese e submetê-la novamente à banca. Contudo, fruto de compromissos no Brasil e, principalmente, do esgotamento dos recursos financeiros pessoais, o ministro viu-se compelido a tomar a difícil decisão de regressar ao país sem o título de Doutor em Administração”, diz o texto. Ele também afirmou que iria revisar o trabalho de mestrado na FGV.

Desde que foi anunciado como novo ministro da Educação, Decotelli passou a ter as informações de seu currículo questionadas. Ao anunciar o sucessor de Abraham Weintraub na pasta, o presidente Jair Bolsonaro mencionou a formação do professor: “Decotelli é bacharel em Ciências Econômicas pela Uerj, Mestre pela FGV, Doutor pela Universidade de Rosário, Argentina, e Pós-doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha”, escreveu nas redes sociais na quinta-feira, 25.

No dia seguinte, o título de doutor do novo ministro da Educação foi questionado por Franco Bartolacci, reitor da Universidade Nacional de Rosário, que disse que Decotelli não conclui o doutorado. “Cursou o doutorado, mas não o concluiu, pois lhe falta a aprovação da tese. Portanto, ele não é doutor pela Universidade Nacional de Rosário, como chegou a se afirmar”.

O ministro inicialmente negou a declaração de Bartolacci e chegou a mostrar certificado de conclusão de disciplinas à reportagem. “É verdade. Pergunte lá para o reitor”, disse Decotelli na sexta-feira ao Estadão. Questionado se havia defendido a tese, requisito para obter o título de doutor, o ministro não respondeu.

No fim do dia, o novo titular do MEC atualizou o seu currículo na plataforma Lattes, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ele passou a declarar que teve “créditos concluídos” no curso de doutorado, em 2009. No campo relacionado ao orientador, o ministro assinalou: “Sem defesa de tese”.

No sábado, 26, a dissertação de mestrado do ministro também foi colocada sob suspeita após o economista Thomas Conti apontar, no Twitter, possíveis indícios de cópia no trabalho, de 2008. Ele citou trechos na dissertação idênticos a um relatório do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A FGV informou que vai investigar a suspeita de plágio.

O pós-doutorado na Alemanha também passou a ser debatido após a universidade fornecer informações diferentes das que constam no currículo do ministro. A instituição informou que ele não obteve título de pós-doutorado e Decotelli mudou hoje o currículo. Após admitir que não concluiu doutorado na Universidade Nacional de Rosário, na Argentina, Decotelli deixou de afirmar nesta segunda-feira, 29, em seu currículo, que realizou pós-doutorado na Universidade de Wuppertal, na Alemanha.

Após a alteração, o ministro passou a afirmar que submeteu à universidade um “projeto de pesquisa” sobre sustentabilidade e produtividade na automação de máquinas agrícolas, com apoio da empresa Krone.

A medida ocorre após a instituição informar que Decotelli apenas participou de uma pesquisa de três meses. A afirmação de que era pós-doutor estava registrada em currículo na plataforma “Lattes”, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

“Tem um simbolismo muito grande ele ter sido desmentido por duas universidades estrangeiras e ainda tem problemas no mestrado”, diz deputado federal e secretário-geral da Frente Parlamentar Mista de Educação, Israel Batista (PV-DF).

Segundo ele, vários deputados da Frente consideraram esperar a situação do ministro para convidá-lo para uma conversa na Câmara. Já na comissão de Educação da Câmara, a participação do ministro continua marcada para quinta-feira, 2.

A reportagem questionou o motivo do cancelamento do evento e se a posse será remarcada. O Palácio do Planalto respondeu que “em nenhum momento a Secom confirmou o evento à imprensa e, até agora, não há previsão para essa cerimônia.” O Estadão conversou com autoridades que já tinham sido convidadas e receberam aviso sobre adiamento.

A disputa pelo comando do MEC mobilizou as alas ideológica, militar e civil do Planalto. Decotelli, que é oficial da reserva da Marinha, acabou sendo o escolhido por Bolsonaro como uma alternativa apaziguardora e técnica para a função. O objetivo era reparar o desgaste da imagem do ministério após a gestão de Abraham Weintraub.

Em entrevista ao Estadão horas após ser confirmado como ministro, Decotelli reforçou o seu perfil técnico e disse que sua missão era favorecer o dialogo. “O presidente solicitou a máxima dedicação para fortalecer a gestão e a comunicação do MEC para favorecer o diálogo.”

Estadao

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