Brasil | Ocho de cada diez operativos policiales en Río termina en muertes, según investigación

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Violência sem limite: oito em cada dez operações policiais no Rio resultam em morte

Oito em cada dez operações policiais na Região Metropolitana do Rio de Janeiro em outubro resultaram em morte, de acordo com o relatório produzido pelo Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (Geni) da Universidade Federal Fluminense (UFF). Os números convergem com um levantamento divulgado na quarta-feira (25) pelo Instituto de Segurança Pública do Rio (ISP-Rio), que apontou 145 mortes por intervenção policial no estado a maior quantidade em seis meses.

Coordenador do Geni, sociólogo André Hirata destacou que “no mês de setembro, 3 em cada 10 operações tinham mortes como resultado”. “Em outubro, esse número subiu e são 8 em cada 10 operações que resultam em mortes. Há um descontrole neste aumento”, disse, conforme relato do portal G1.

“Apesar de ter o mandado do uso da força, é preciso que as policias usem estratégia. Mas o que a gente observa é que isso não tem acontecido. Isso é o mais estarrecedor. No mês de outubro, parece que foi assumido pelo Governo do Estado do Rio que as operações deveriam voltar de forma rotineira. Só que elas deveriam ser utilizadas em situações excepcionais”, acrescentou.

De acordo com o pesquisador, a segurança pública deveria garantir a preservação da vida e o excesso em ações policiais pode causar o efeito reverso. “O problema não é a existência das operações, mas as ‘rotinização’. A ‘rotinização’ é responsável pela letalidade policial. Em outros estados do Brasil, não existe uma ‘rotinização’ das operações. Não à toa o RJ é o lugar onde a polícia mais mata e mais é vitimada”, disse.

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Brasil. La policía de Rio de Janeiro mata tres veces más en octubre que en el promedio de los últimos cinco meses

Se produjeron 145 muertes durante la actuación de agentes estatales, mientras el Observatorio de Seguridad cuestiona al gobernador en funciones.

El mes de octubre registró la mayor tasa de muertes por intervención policial en los últimos seis meses en el estado de Río de Janeiro, según datos del Instituto de Seguridad Pública (ISP). S

En total, 145 personas murieron durante las acciones de agentes estatales en dicho período. La cifra es casi tres veces superior a la registrada en septiembre, cuando se sumaron 52 muertes.

Según la historia de este año recopilada por el ISP, el mes de junio mostró una fuerte caída en comparación con los otros meses, registrando 34 muertes. El período coincide con la decisión preliminar del Tribunal Supremo Federal (STF), que prohibió operaciones policiales en comunidades del estado durante la pandemia del nuevo coronavirus.

Los meses siguientes mostraron crecimiento, pero se mantuvieron estables. Julio totalizó 50 muertes, agosto también 50 y septiembre registró 52 muertes.

Para la Red de Observatorios de Seguridad, organismo responsable de monitorizar y analizar los datos sobre seguridad pública, las cifras apuntan al regreso de los patrones de alta letalidad policial que motivaron la intervención del STF.

“La Red del Observatorio ya había advertido sobre la explosión de violencia policial en octubre y pregunta: ¿es el gobernador interino Cláudio Castro responsable del comportamiento de la policía? Primer mes de gobierno, las muertes resultantes explotan. ¿Castro asume responsabilidades ante el STF? ”, Pregunta la organización en una nota.

Resumen Latinoamericano


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