Bolsonaro quiere que la Copa América se juegue en Brasil y dice tener aval del ministerio de Salud

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Bolsonaro dijo que la Copa América se hace y tiene el aval del Ministerio de Salud

El presidente de Brasil, Jair Bolsonaro, afirmó este martes que él y su ministro de Salud están de acuerdo en que el país reciba la organización de la Copa América de fútbol, pese al riesgo de una tercera ola de la pandemia de coronavirus, con hospitales colapsados.

“Si depende de mí, inclusive del ministro de Salud, ya está acordado. Habrá Copa América”, afirmó Bolsonaro a sus seguidores, a la salida de la residencia presidencial, el palacio de la Alvorada, en Brasilia.

La Conmebol anunció el lunes que la Copa América se llevaría a cabo en Brasil, después de que Argentina y Colombia desistieran de organizar el torneo.

Esta mañana, los principales diarios y medios brasileños criticaron fuertemente la decisión, ya que el país sudamericano suma más de 462.000 muertos por coronavirus y tiene estados con las terapias intensivas descontroladas, con la tercera ola en puerta.

Además, algunos gobiernos regionales también mostraron sus reparos sobre recibir la Copa.

Bolsonaro atribuyó las críticas a sectores de la prensa que no tendrán los derechos de transmisión, en referencia a la TV Globo, que perdió los derechos de televisar el torneo frente a SBT, el canal del magnate bolsonarista Silvio Santos, cuyo yerno es ministro de Comunicaciones, Fabio Faria.

El Gobierno aún no ha informado oficialmente un acuerdo con Conmebol sobre las condiciones para el certamen, pero Bolsonaro insistió en que “ya está acordado”.

Según el presidente, después de ser consultado por la Confederación Brasileña de Fútbol (CBF) y de conversar del tema con todos los ministros de su gabinete, “incluido el de Salud”, si de su Gobierno depende “habrá Copa América en Brasil”.

Télam


El sindicato internacional de futbolistas mostró su preocupación por la nueva sede de la Copa América

l Sindicato Internacional de Futbolistas (FIFPRO) expresó este martes su “seria preocupación” por la reubicación de la Copa América en Brasil tan solo unos días antes del torneo, que “podría conllevar graves consecuencias para la salud de los futbolistas profesionales, el personal y el público en general”.

”La decisión no sólo fue tomada en corto plazo, sino que el nuevo anfitrión cuenta con un número alarmante de casos de COVID-19, lo que requiere una muy buena y anticipada preparación. El breve plazo en que la iniciativa fue confirmada podría conllevar graves consecuencias para la salud de los futbolistas profesionales, el personal y el público en general”, señaló.

En un comunicado, FIFPRO insistió en que desde el inicio de la pandemia ha “manifestado claramente que la salud pública y la seguridad deben ser la prioridad máxima dentro de la industria del fútbol, incluso más en estos tiempos extraordinarios”. ”La decisión de trasladar con tan poco tiempo de antelación a cientos de futbolistas para competir en un torneo de semejante complejidad abre un escenario de incertidumbre para cada uno de ellos y sus familias”, añadió.

El sindicato solicitó “respetuosamente a la CONMEBOL que tome todas las medidas requeridas para asegurar que la competición no ponga en riesgo a los jugadores, mientras la pandemia continúa debilitando a los servicios de salud pública en la región”. ”FIFPRO apoyará naturalmente a cada futbolista que decida rechazar la convocatoria y no participar en el torneo en base a sus preocupaciones respecto a salud y seguridad. Al igual que en otras competiciones de selecciones disputadas previamente durante la pandemia, los jugadores deben tener la posibilidad de priorizar su salud y la de sus familias sin temor a ser sancionados”, añadió.

La CONMEBOL decidió hace 24 horas que la competición se juegue en Brasil a partir del próximo día 13, después de quedar descartadas Argentina y Colombia donde iba a disputarse inicialmente.

La Voz


Bolsonaro confirma Copa América no Brasil: ‘Se depender mim, haverá’

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, dia 1.º, que o Brasil vai sediar a Copa América 2021, torneio de futebol de seleções marcado para começar no próximo dia 13. O País foi a terceira opção dos organizadores, após Colômbia e Argentina desistirem de receber o evento. “Se depender de mim e de todos os ministros, inclusive o da Saúde (Marcelo Queiroga), está acertado, haverá. O protocolo é o mesmo da Libertadores, o mesmo da Sul-Americana (campeonatos internacionais de futebol), a mesma coisa”, declarou Bolsonaro a apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada.

O presidente criticou a cobertura da imprensa sobre a transferência do torneio pelo fato de o evento internacional representar um estímulo a aglomerações em um momento grave da crise do coronavírus, que já matou mais de 450 mil pessoas no Brasil. “O que está havendo aqui? Movimento da Globo contrário porque os direitos de transmissão são do SBT. Não está havendo Libertadores? Não está havendo a Sul-Americana? Não começa agora na sexta-feira a Eliminatórias da Copa do Mundo? Ninguém fala nada. Não tem problema nenhum”, disse Bolsonaro.

Mais tarde, durante cerimônia da Caixa Econômica Federal de incentivo ao esporte, o presidente voltou a comentar sobre o assunto. “Considero da parte do governo federal, como já tratei com o ministro-chefe da Casa Civil, general Ramos, assunto encerrado”. Bolsonaro também criticou as práticas de isolamento social e minimizou as mortes por coronavírus. “Lamento as mortes, mas nós temos de viver. Se é para todo mundo ficar em casa, vamos determinar que é para o homem do campo ficar em casa também. Quero ver do que a cidade vai sobreviver”.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, é genro do empresário e apresentador Silvio Santos, dono do SBT, empresa que tem os direitos de transmissão da Copa América. Ontem, o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, afirmou que a condição estabelecida pelo governo para o Brasil sediar a Copa América deste ano é de os jogos acontecerem sem torcidas e que todos os integrantes das delegações serem vacinados. Em entrevista no Palácio do Planalto, Ramos não havia dado como certo que o País vai receber a competição. “Caso se realize (a Copa América no Brasil), ele não terá público. No momento são dez times. Já foi acordado com a CBF em reunião por videoconferência de no máximo 65 pessoas por delegação. Todos vacinados. Foi a condição que nós tratamos com a CBF”, disse o ministro.

De acordo com o que disse Ramos na noite de segunda, apesar de a própria Conmebol, entidade responsável pelo torneio de seleções, ter anunciado o Brasil como sede, isso ainda não está definido. “Não tem nada certo, quero pontuar de uma forma bem clara, estamos no meio do processo, mas não vamos nos furtar a uma demanda caso seja possível de atender”, disse o ministro da Casa Civil.

A transferência do evento para o País foi anunciada após Colômbia e Argentina serem impedidas pela Conmebol de receber o torneio. Os países também desistiram de sediar os jogos por problemas internos. O Brasil foi escolhido com o argumento de possuir estádios em boas condições de uso, apesar de alguns estarem ociosos após a Copa do Mundo de 2014. A CBF se ofereceu.

O anúncio gerou críticas por acontecer em meio a pandemia de covid-19. Ao longo do dia, governadores passaram a rejeitar a possibilidade de receber jogos do torneio em seus Estados. Rio Grande do Sul, Pernambuco e Rio Grande do Norte já alegaram não ter condições de receber um evento desse porte em meio à pandemia do coronavírus. Nas redes sociais, o evento ganhou apelidos como “Corona Cup” e “Cepa América”, além de memes críticos à competição.

Quando anunciou o Brasil como sede da Copa América, o presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, fez questão de agradecer nominalmente o presidente Jair Bolsonaro. “Quero agradecer muito especialmente ao presidente Jair Bolsonaro e a seu gabinete por receber o torneio de seleções mais antigo do mundo. Igualmente meus agradecimentos vão para o presidente da CBF, Rogério Caboclo, por sua colaboração”, disse o dirigente máximo da Conmebol nas redes sociais.

O vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apresentou um requerimento para que o colegiado convoque o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, para explicar sobre a realização do evento. A iniciativa é apoiada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI, que afirmou ao Estadão que vai se esforçar para que ela seja aprovada.

A Argentina abriu mão do torneio depois de a Conmebol não aceitar as exigências feitas pelas autoridades sanitárias, que inclusive eram muito parecidas com as feitas pelo Brasil. Entre as reivindicações do governo argentino estava a redução do número de integrantes das delegações. As dez seleções participantes do torneio levariam entre 1 mil e 1,2 pessoas ao país vizinho. Também foi pedido que as delegações vacinassem seus membros com ao menos uma dose, além da adoção de rígidos protocolos em meio a um aumento de casos de covid-19 no país.

Antes, a possibilidade de a Colômbia receber os jogos foi descartada após o acirramento dos protestos contra o governo local.

Estadao


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