Brasil | La deforestación anual de la Amazonía se dispara un 29%, la mayor pérdida de la última década

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Reportan mayor pérdida de selva amazónica en Brasil en 2021

En Brasil de enero a diciembre de 2021, la pérdida de vegetación nativa en la selva amazónica representó un 10.300 kilómetros cuadrados, según informó el Instituto del Hombre y el Medio Ambiente de la Amazonía (Imazon) de Brasil.

Este dato equivale a casi toda la ciudad de Manaus, y se considera el peor año de la década para el bioma (grupo de ecosistemas), en términos de devastación ambiental, según una encuesta de ese organismo brasileño.

La investigación, basada en imágenes de satélite constató que la deforestación ascendió en un 29 por ciento respecto a la reportada en 2020, en donde esta extensión boscosa ya había perdido la mayor superficie desde el 2012: unos 8.000 kilómetros cuadrados de destrucción.

El secretario ejecutivo del Observatorio del Clima, Márcio Astrini, quien forma parte de Imazon refirió que “los datos confirman lo que estamos observando en el país desde que Jair Bolsonaro fue elegido presidente”.

“Es un Gobierno que fomenta el crimen ambiental, que se ha declarado enemigo del medio ambiente, y es responsable de absolutamente todas estas cifras”, indicó Astrini.

Según el Instituto Nacional de Investigaciones Espaciales (Inpe), de agosto de 2020 a julio de 2021, el bioma perdió 13.200 kilómetros cuadrados de vegetación, la mayor superficie desde 2006.

El ente gubernamental señaló que entre las consecuencias están “el cambio en las precipitaciones, la pérdida de la biodiversidad, la amenaza a la supervivencia de los pueblos y comunidades tradicionales y la intensificación del calentamiento global”, escribió en un informe.

Por otra parte, el Movimiento de Afectados por Represas de Brasil (MAB) valoró que el Gobierno de Jair Bolsonaro ha debilitado las políticas y equipos de fiscalización ambiental desde que asumió el cargo en enero de 2019.

Asimismo el colectivo militante denunció que el jefe de Estado brasileño incentivó las redes criminales que trabajan en la deforestación, utilizando prácticas violentas contra los defensores de los bosques.

De acuerdo al especialista en monitoreo de la deforestación del Inpe, Juan Doblas, la pérdida de territorio amazónico ha tenido también como fundamento “una legislación que flexibiliza la regularización de grandes áreas ocupadas ilegalmente y deforestadas. Favorece y facilita la regularización de grandes superficies. Por otro lado, tenemos el desmantelamiento de los órganos de inspección, tanto estatales como federales”.

teleSUR


Desmatamento anual da Amazônia dispara 29% e é o pior da última década, diz Instituto

Por Murilo Pajolla

De janeiro a dezembro de 2021, a perda de vegetação nativa na Floresta Amazônica foi de 10,3 mil quilômetros quadrados, o equivalente a quase toda a cidade de Manaus (AM).

É o pior ano da década para o bioma em termos de devastação ambiental, segundo levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), feito com base em imagens de satélite e divulgado na segunda-feira (17).

No acumulado do ano, o desmatamento disparou 29% em relação a 2020, período em que a floresta já havia perdido a maior área desde 2012, com 8 mil quilômetros quadrados de destruição, concluiu o Instituto.

“Os dados confirmam que a gente está assistindo no país desde que Jair Bolsonaro foi eleito presidente”, afirma Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, coalização de entidades da qual o Imazon faz parte.

“É um governo que estimula o crime ambiental, que se declarou inimigo do meio ambiente e é responsável por absolutamente todos esses números”, completa.

Política antiambiental

Habituado a minimizar publicamente os efeitos da devastação ambiental, Bolsonaro comemorou a diminuição de 80% nas multas aplicadas em propriedades rurais pelo Ibama, órgão federal responsável pela fiscalização do meio ambiente.

“Paramos de ter grandes problemas com a questão ambiental, especialmente no tocante à multa. Tem que existir? Tem. Mas conversamos e nós reduzimos em mais de 80% as multagens no campo”, afirmou o presidente durante evento do Banco do Brasil nesta segunda-feira (17).

Dados do próprio governo brasileiro já haviam indicado desmatamento recorde na Amazônia. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de agosto de 2020 a julho de 2021, o bioma perdeu 13,2 mil quilômetros quadrados de vegetação, maior área desde 2006.

O Imazon considera o cenário “muito grave”. Entre as consequências, estão “a alteração do regime de chuvas, a perda da biodiversidade, a ameaça à sobrevivência de povos e comunidades tradicionais e a intensificação do aquecimento global”, escreveu o Instituto.

Terras sem lei

A derrubada cresce em terras públicas estaduais e federais, que também tiveram o pior acumulado da década. “As terras públicas da união, regularizadas e não destinadas, deveriam ter o controle sobre as atividades ilegais”, explica Antônio Oviedo, pesquisador do Instituto Socioambiental (ISA).

O desmatamento das florestas públicas, avalia Oviedo, evidencia a invasão que essas terras estão sofrendo sem o controle do Estado.

“Entre 2018 a 2020, houve aumento de 29% em registros irregulares do Cadastro Ambiental Rural (CAR) em sobreposição a florestas públicas, e o desflorestamento dentro destes registros aumentou em 100%”, continua Oviedo.

Campeões do desmatamento

De acordo com o Imazon, o Pará continua sendo o líder em devastação. No estado ocorreu 39% do desmatamento do bioma. Em segundo lugar em área derrubada está o Amazonas, que teve o maior aumento em relação a 2020: 49%.

Na sequência vêm Mato Grosso, Rondônia e Acre. Dos nove estados que compõem a chamada Amazônia Legal, apenas o Amapá não registrou aumento, tendo reduzido a área anual desmatada de 27 para 18 quilômetro quadrados.

Outro lado

Em nota, o Ministério do Meio Ambiente afirmou que, devido às ações integradas entre os ministérios do Meio Ambiente, Justiça e Defesa, com a Força Nacional e demais órgãos do Governo Federal, os índices de crimes ambientais vêm caindo em todo o país.

“Segundo o Deter/INPE, que é a fonte de dados oficiais do governo, os alertas de desmatamento na Amazônia caíram quase 60% em dezembro de 2021 em relação ao mesmo mês de 2020. Desde agosto do ano passado, os alertas para a região Amazônica caíram mais de 15% quando comparado a igual período de 2020”, finaliza o comunicado.

Brasil de Fato

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