Brasil | Lula inicia visita oficial a Alemania para tratar temas ambientales y el acuerdo UE-Mercosur

En su agenda alemana, Scholz y Lula mantendrán conversaciones con representantes del sector empresarial en el marco de una conferencia en la Casa de la Economía Alemana. | Foto: Presidencia Brasil
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Presidente brasileño inicia visita oficial a Alemania

El presidente brasileño, Luiz Inácio Lula da Silva, y el canciller federal (jefe de Gobierno) alemán, Olaf Scholz, protagonizan este domingo una jornada de consultas intergubernamentales bajo el lema «Socios fuertes para el progreso y la sostenibilidad».

Según adelantó el Gobierno alemán, «el abanico de temas es amplio, como es habitual en consultas gubernamentales. Cuestiones bilaterales de política económica y financiera, así como la transformación ecológica, la energía, el clima, el medio ambiente, el desarrollo, la alimentación y también la política exterior y de defensa figuran en el orden del día».

En ese sentido, se refirieron a las relaciones políticas y económicas entre ambos países, sin querer dar prioridad a ninguno de los dos ámbitos, al afirmar que Brasil es un «socio político importante», también para Europa, y una muestra de ello es que las relaciones se han intensificado en el último año y medio con numerosas visitas a Brasil y «contactos realmente buenos, estrechos y de confianza», subrayó.

De acuerdo a la agenda adelantada, también está previsto que Scholz y Lula aborden «sin duda toda la gama de cuestiones internacionales de actualidad», también aquellas en las que hay discrepancias, como la guerra en Ucrania y en Oriente Medio, así como el acuerdo UE-Mercosur, del que Alemania aspira a una pronta firma.

De hecho, Lula admitió en la previa de esta visita que las actuales negociaciones para el acuerdo comercial entre el Mercosur y la Unión Europea (UE) pueden fracasar y que si ello ocurre no será por falta de voluntad de los países suramericanos.

«Si no hay acuerdo, paciencia. No fue por falta de voluntad. Lo único que tiene que quedar claro es que no digan más que es por culpa de Brasil y por culpa de Sudamérica».

Según el presidente brasileño, los responsables de que el acuerdo no salga son los países ricos que no quieren hacer concesiones y siempre quieren ganar más. En especial, el mandatario brasileño se refirió a Francia, cuyo presidente Emmanuel Macron, en una rueda de prensa dada el sábado en el marco de la cumbre del clima (COP28) dijo que se oponía al acuerdo, declaraciones con las que prácticamente cerró las posibilidades de que hubiera luz verde sobre el tema.

En su agenda alemana, Scholz y Lula mantendrán conversaciones con representantes del sector empresarial en el marco de una conferencia en la Casa de la Economía Alemana, sede de las tres principales organizaciones empresariales alemanas, entre ellas: la Confederación Alemana de Cámaras de Industria y Comercio (DIHK), la Federación Alemana de Asociaciones de Empleadores (BDA), la Federación de la Industria Alemania (BDI).

Telesur


Lula chega à Alemanha em primeiro encontro no comando do G-20

Na sequência do giro internacional que incluiu a Arábia Saudita, Catar, com participação na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega neste domingo (3) a Berlim. Será o primeiro encontro bilateral liderado por Lula após o Brasil ter assumido a presidência rotativa do G-20, o grupo das 20 maiores economias do mundo, na sexta-feira (1º).

A visita de três dias à capital da Alemanha representa – assim como as demais 14 viagens de Lula neste ano – uma retomada nas relações internacionais e de protagonismo do Brasil após o governo de Jair Bolsonaro, cujo chanceler, Ernesto Araújo, chegou a afirmar que “é bom ser pária” mundial.

Especialmente com a Alemanha, a relação bilateral ficou em suspenso durante o governo anterior, principalmente devido à questão ambiental. Agora, o país retomou as doações para o Fundo Amazônia, tendo desembolsado em outubro R$ 110 milhões (20 milhões de euros), de um total de 35 milhões de euros anunciados no início do ano. Somente a Noruega já realizou doação mais vultosa ao fundo de preservação da floresta.

Além dos acordos sobre meio ambiente, deverá estar na pauta do encontro de Lula com o chanceler alemão Olaf Scholz o acordo comercial União Europeia-Mercosul, que é tema de embate com o presidente francês Emmanuel Macron.

Isso porque Macron mostrou, no sábado (2), mesmo após encontro com Lula, trabalhar contra o acordo. “Não posso pedir aos nossos agricultores, aos nossos industriais na França, e em toda a Europa, que façam esforços para descarbonizar, para sair de certos produtos, e depois dizer que estou removendo todas as tarifas para trazer produtos que não aplicam essas regras”, afirmou.

Logo em seguida, Lula atribuiu a declaração ao tradicional protecionismo francês e, neste domingo (3), ao embarcar para Berlim, rebateu. “Se não tiver acordo, paciência. Não foi por falta de vontade. A única coisa que tem que ficar claro é que não digam mais que é por conta do Brasil e que não digam mais que é por conta da América do Sul. Assumam a responsabilidade de que os países ricos não querem fazer um acordo na perspectiva de fazer qualquer concessão. É sempre ganhar mais”.

Na Alemanha, além de jantar neste domingo com Olaf Scholz, estão previstos encontros com lideranças políticas e empresariais, como o presidente Frank-Walter Steinmeier, na segunda-feira (4), e participação em conferência de fundação ligada ao Partido Social-Democrata (SPD).

Brasil na OPEP+

Também durante a COP28, o presidente Lula confirmou que o Brasil vai participar da Organização dos Países Produtores de Petróleo Plus (Opep+), que reúne grandes produtores de petróleo mais os seus aliados. O objetivo é poder influenciar na transição energética, que pretende substituir o consumo de combustíveis fosseis por energia renovável para reduzir o aquecimento do planeta.

“Acho importante a gente participar porque a gente precisa convencer os países que produzem petróleo que eles precisam se preparar para o fim dos combustíveis fósseis, e se preparar significa aproveitar o dinheiro que eles lucram com o petróleo e fazer investimentos, para que os continentes Africano e a América Latina possam produzir os combustíveis renováveis que eles precisam, sobretudo o hidrogênio verde”, disse o presidente. “Porque se não criar alternativa a gente não vai poder dizer que vai acabar com combustível fóssil”, explicou.

Criada em 1960, a Opep atualmente tem 13 membros, entre eles, Arábia Saudita, Venezuela, Iraque, Irã, Kuwait, Nigéria e Angola. Já a Opep+ reúne outros dez países aliados dos membros permanentes, entre eles Rússia, México, Malásia e Sudão.

Red Brasil Atual

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