Lula designa nueva presidenta para la petrolera nacional Petrobras

Magda Chambriard en 2015, mientras se desempeñaba como directora general de la ANP — Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Lula despidió al CEO de Petrobras y designa a una ex funcionaria de Dilma Ruosseff al frente de la petrolera

Por Nicolás Deza

La interna a cielo abierto entre el gobierno del Brasil y la conducción de Petrobras por la política de pago de dividendos a los accionistas finalmente se saldó ayer con la salida de su CEO, Jean Paul Prates. El presidente Lula da Silva promoverá en el cargo a Magda Chambriard, una ex funcionaria del área energética durante la presidencia de Dilma Rousseff. Las acciones de la petrolera sufrieron un fuerte retroceso este miércoles frente a la perspectiva de una mayor intervención del gobierno en la petrolera. En cuanto al impacto que la salida podría tener para la Argentina, Prates había desempeñado un papel relevante para cerrar el memorando de entendimiento entre Petrobras y Enarsa para abastecer de gas al norte argentino durante el invierno.

Petrobras informó el martes por la noche que Jean Paul Prattes solicitó su renuncia anticipada tanto al cargo de CEO como a su silla en el Consejo de Administración de la petrolera. El ahora ex titular de la empresa había mantenido por la tarde una tensa reunión en el Palacio del Planalto con los ministros de la Casa Civil y de Minas y Energía. «Mi misión fue interrumpida prematuramente ante la alegre presencia de Alexandre Silveira y Rui Costa. No creo que haya ninguna posibilidad de reconsideración. Lo anunciarán en breve», comunicó Prates a sus asesores cercanos poco después de la reunión, según el diario Folha de Sao Paulo.

La noticia fue mal recibida en las bolsas de San Pablo y de Nueva York. Las acciones de Petrobras en Wall Street cayeron hasta un 9% el martes por la noche. Al cierre de esta nota cotizan con un retroceso de 7,4%.

Mayor intervención

La caída de las acciones responde a la perspectiva de un mayor alineamiento de la petrolera con el poder ejecutivo. Lula objetó e intervino para frenar un pago de dividendos extraordinarios a los accionistas de Petrobras.

Con el visto bueno de Prates, el consejo directivo de la compañía había impulsado repartir entre los accionistas la mitad de los ingresos extraordinarios que Petrobras obtuvo en 2023. Los ingresos netos de la petrolera ascendieron a 124.600 millones de reales en 2023, el segundo mayor de su historia, luego del récord de 188.300 millones registrado en 2022.

Pero en marzo el Consejo de Administración de la empresa, que es controlado por el gobierno, votó a favor de retener todos los dividendos extraordinarios. Este monto representaba unos 43.000 millones de reales. Prates se abstuvo de votar, atizando aún más la interna política que mantiene con el ministro Silveira por motivos que exceden este caso puntual.

Lo llamativo del caso es que finalmente el Consejo de Administración dio el visto bueno para que la Asamblea General Ordinaria tratase un reparto del 50% de los dividendos extraordinarios con los accionistas. La asamblea votó a fines de abril distribuir 21.950 millones con los accionistas. El Consejo de Administración argumentó que, por el aumento del precio del barril de petróleo, la capacidad de financiación de los proyectos de la empresa aumentó del 65% al ​​85%.

Perfil de la futura CEO

El ministro de Minas y Energía se reunió este miércoles por la mañana con Magda Chambriard, la figura elegida por Lula para la presidencia de Petrobras.

Chambriard es una ingeniera con más de 40 años de experiencia en el sector energético. Fue una empleada de carrera en Petrobras, donde trabajó durante 22 años hasta ingresar en 2005 a la Agencia Nacional del Petróleo (ANP), el ente regulador del petróleo, gas y combustibles del Brasil. En 2012 llegó al cargo de directora general de la ANP, en la primera presidencia de Dilma Rousseff.

Medios del Brasil consignan que Chambriard manifestó en el pasado críticas a la decisión de Petrobras de focalizar su crecimiento en la explotación de los yacimientos del presal. En cambio, es una fuerte defensora de la exploración y producción de petróleo en las aguas profundas en el Margen Ecuatorial, sobre el litoral del norte del país.

Econojournal


Governo indica Magda Chambriard para presidência da Petrobras

O Ministério de Minas e Energia (MME) indicou a engenheira Magda Chambriard para exercer o cargo de presidente da Petrobras, em substituição a Jean Paul Prates. Segundo nota divulgada pela empresa, Prates solicitou que o «Conselho de Administração da Companhia se reúna para apreciar o encerramento antecipado de seu mandato como Presidente da Petrobras de forma negociada».

Confirmada a saída da presidência, ele renunciará também ao cargo de membro do conselho.

Magda é engenheira química e civil e iniciou sua carreira na Petrobras em 1980. Foi cedida à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em 2002. Tornou-se diretora da ANP em 2008. Em 2012, chegou à diretoria-geral da agência no governo Dilma Roussef.

De acordo com ofício enviado à Petrobras pelo Ministério das Minas e Energia, a indicação será submetida aos procedimentos internos de governança corporativa, incluindo análises de conformidade e integridade necessárias ao processo sucessório da companhia, com apreciação pelo Comitê de Pessoas e pelo Conselho de Administração.

Magda Chambriard é mestre em engenharia química pela COPPE/UFRJ (1989) e engenheira civil pela UFRJ (1979), e se especializou em engenharia de reservatórios e avaliação de formações e posteriormente em produção de petróleo e gás, na hoje denominada Universidade Petrobras.

O comunicado da empresa diz ainda que Magda fez diversos cursos, além dos relativos à produção de óleo e gás, eles desenvolvimento de gestão em engenharia de produção, negociação de contratos de exploração e produção, qualificação em negociação na indústria do petróleo, gerenciamento de riscos, contabilidade, gestão, liderança, desenvolvimento para conselho de administração.

No mês passado, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reconheceu a existência de posições públicas divergentes entre o presidente da companhia e o governo, mas classificou rumores sobre demissão como especulações.

Agencia Brasil


Magda Chambriard: quem é a engenheira que deve assumir a presidência da Petrobras

A engenheira e servidora de carreira Magda Chambriard deve ser a nova presidente da Petrobras. A indicação foi oficializada nesta terça-feira (14), após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) resolver demitir Jean Paul Prates do comando da estatal.

Magda tem 66 anos e foi convidada por Lula para a presidência da estatal. Agora, a indicação será analisada pelo Conselho de Administração da Petrobras.

Formada em engenharia civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Magda Chambriard é mestre em engenharia química. Ela também tem especializações em engenharia de reservatórios e avaliação de formações, além de produção de petróleo e gás.

A engenheira começou a trabalhar na Petrobras em 1980, atuando na área de produção por mais de 20 anos. Em 2002, assumiu a assessoria da diretoria de Exploração e Produção da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Em 2008, Magda assessorou a comissão interministerial criada pelo presidente Lula para estudar as regras de exploração e produção das reservas de petróleo e gás na área do pré-sal.

Já em 2012, ela assumiu a diretoria-geral da ANP, onde permaneceu até 2016. Enquanto esteve no cargo, liderou estudos técnicos que resultaram na primeira licitação do pré-sal.

Desde 2021, a engenheira atua na Assessoria Fiscal Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ela também é sócia da empresa Chambriard Engenharia e Energia.

No ano passado, em uma rede social, Magda fez um publicação sobre a posição de mulheres no governo.

G1

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