Brasil | Masiva participación en la 30ª Parada LGBTQ+ para defender derechos y promover la participación electoral
Parada LGBT+ en Brasil reivindica derechos y participación electoral
Miles de personas colmaron la Avenida Paulista durante la trigésima Parada del Orgullo LGBT+ de Sao Paulo, la mayor ciudad de Brasil, en defensa de derechos de esa comunidad.
De acuerdo con reportes de prensa, el evento combinó celebración, reivindicación de demandas legítimas y llamados a la participación consciente en las elecciones de octubre próximo.
La manifestación, considerada una de las mayores expresiones públicas de la diversidad sexual y de género en el mundo, reunió a activistas, artistas, familiares y simpatizantes de las personas LGBT+ en el principal corredor financiero y cultural de dicha urbe.
Este año, la marcha estuvo marcada por el lema “La calle convoca, las urnas confirman”, que busca resaltar la importancia del voto para la defensa de derechos conquistados por la comunidad y para impedir retrocesos en materia de igualdad y ciudadanía.
También, la celebración coincidió con el aniversario 30 de la iniciativa, que desde finales de la década de 1990 se convirtió en un símbolo de la lucha por el reconocimiento de la diversidad y contra la discriminación.
Entre los participantes destacó la presencia de artistas, activistas y ciudadanos que aprovecharon el espacio para expresar preocupaciones sobre el escenario político brasileño.
La comunidad LGBT+ necesita mantenerse unida para proteger sus derechos y garantizar que las instituciones públicas cuenten con representantes comprometidos con la diversidad, expresó la artista DragZonna, citada por agencia Brasil.
Queremos mostrar nuestra resistencia y nuestra fuerza creativa, manifestó al referirse al significado político y cultural de la movilización.
El asistente jurídico Wesley Araújo, quien desfiló vestido con traje formal y banda presidencial, explicó que su atuendo buscaba transmitir la idea de que las personas LGBT+ pueden ocupar los más altos cargos políticos del país.
Sostuvo que el debate rumbo a las urnas no debe limitarse a la elección presidencial, sino incluir a legisladores y autoridades locales que influyen directamente en la aprobación de leyes y políticas públicas.
A 30ª Parada do Orgulho LGBT+ alerta sobre importância do voto
Com uma imensa urna abraçando a Avenida Paulista e muita bateção de leques, a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo acontece neste domingo (7) na Avenida Paulista reunindo uma multidão de pessoas. Completando 30 anos de existência, o evento adotou como tema neste ano 30 Anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma, propondo um debate sobre a importância do voto e da participação democrática na defesa dos direitos da população LGBT+.
A primeira edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo ocorreu em 1996, na Praça Roosevelt e, só no ano seguinte, passou a ocupar a Avenida Paulista, onde se consolidou. Desde então, a parada sempre levou para as ruas a discussão de temas fundamentais tais como o reconhecimento da união estável, o direito à identidade de gênero, a adoção por casais homoafetivos e a criminalização da LGBTfobia, entre outros. No ano passado, por exemplo, a discussão foi sobre o envelhecimento.
Hoje é um marco para nós pois todos os direitos que hoje temos da população LGBT+ passaram aqui pela Avenida Paulista”,disse Matheus Emílio Pereira da Silva, diretor na Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP).
“Em 2005 tratamos sobre o direito à união estável e, uma década depois, isso foi reconhecido pelo STF [Supremo Tribunal Federal]. Já tratamos sobre a criminalização da LGBT fobia. Em 2006 trouxemos esse tema e, depois, o STF também veio a reconhecer isso equiparando a questão da LGBTfobia ao crime de racismo. Falamos sobre direitos da população trans, direito à doação de sangue, direito à adoção. Todos esses foram temas que, antes de estarem nos tribunais, passaram pela Avenida Paulista. Então, isso mostra a importância da Parada de São Paulo nessas três décadas de lutas”, reforçou Silva.
Apesar de muitas conquistas, o diretor da Parada SP reforça que ainda há um caminho a ser perseguido.
A gente precisa ainda de um compromisso do nosso Legislativo para assegurar esses direitos na letra da lei – e não apenas com decisões judiciais como nós temos atualmente, disse.
Por isso, neste ano, a Parada leva como tema as eleições. “É importante a gente falar sobre isso para conscientizar a nossa população, em especial as pessoas LGBT+, para
que elejam e para que votem em pessoas comprometidas com os direitos da população LGBT e com a sociedade como um todo, que não legislem para si só, mas sim para o povo”, afirmou Silva.
Menos patrocínio
Um pouco menor este ano por causa da diminuição de patrocínios, a ParadaSP vai às ruas com 14 trios elétricos, seguindo em desfile pela Avenida Paulista e pela Rua da Consolação, até chegar à Praça da República.
Segundo os organizadores do evento, houve uma redução de 60% na receita com patrocinadores neste ano, o que afetou não somente a organização da Parada, como também as ações sociais e culturais promovidas pela APOLGBT-SP. Com menos patrocínio, houve redução no número de trios elétricos que vão desfilar pela Avenida Paulista este ano: serão apenas 14, contra 17 que desfilaram no ano passado. Em 2023 a Parada chegou a desfilar com 19 trios elétricos.
Apesar disso, muita gente chegou cedo à Avenida Paulista para acompanhar o evento. A manifestação teve início às 10h de hoje e conta com a presença de artistas como Pabllo Vittar, Urias, Gloria Groove, Pepita, Diego Martins, Jup do Bairro, Melody, MC Soffia, Isma, Katy da Voz e As Abusadas, MC Trans, Zumbicore e Thiago Pantaleão, além da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello.
“O Ministério dos Direitos Humanos tem marcado presença na Parada. A de São Paulo é a maior do mundo, então é uma alegria para a gente estar aqui. E neste ano o Ministério está com uma campanha, O Brasil é de Todas as Cores: Para Todas as Pessoas, e para a gente é importante lembrar e ressaltar junto à população brasileira sobre a necessidade da garantia dos direitos da população LGBT”, falou a ministra, em entrevista à Agência Brasil durante o evento.
“A gente tem uma série de políticas voltadas para as diferentes dimensões da população LGBTQIA+. Temos desde políticas ligadas ao empoderamento e à inclusão produtiva, até políticas de acolhimento em momentos de vulnerabilidade. E enviamos recentemente ao Congresso Nacional a Política Nacional de Direitos LGBT, que vai pegar diferentes dimensões, inclusive sobre o enfrentamento da violência contra pessoas LGBTQIA+”, completou a ministra.
Segundo a secretária Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, também presente ao evento, o ministério desenvolveu um acordo técnico com o Ministério da Justiça e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que vai começar a produzir dados governamentais sobre a violência contra a população LGBT+.
“E, a partir daí, vamos construir protocolos mais institucionais que ajudem em todo o processo, desde o acolhimento da denúncia, até a investigação e o sistema de justiça”, explicou.
