Brasil | Tras los aranceles impuestos por Trump, Lula da Silva autorizó la implementación de la Ley de Reciprocidad contra EEUU

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Brasil responde a aranceles de EE.UU. con posible aplicación de la Ley de Reciprocidad

En respuesta a los aranceles del 50 por ciento que el gobierno de Donald Trump impuso sobre productos brasileños, el presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, dio luz verde este jueves a las consultas para implementar la Ley de Reciprocidad contra Estados Unidos (EE.UU.). El objetivo de la medida es analizar potenciales contramedidas económicas frente a lo que el país suramericano ve como una acción unilateral y dañina para sus exportaciones.

El Ministerio de Relaciones Exteriores notificó a la Cámara de Comercio Exterior (Camex) mediante un comunicado que ya se están llevando a cabo los trámites para poner en práctica la legislación que fue reglamentada recientemente, en julio pasado. Esta ley determina procedimientos para proteger la economía de Brasil ante obstáculos impuestos por los socios comerciales que perjudiquen sus intereses.

La Camex recibió la notificación este jueves y cuenta con un plazo de 30 días para examinar si las acciones tomadas por Estados Unidos cumplen con los estándares de la Ley de Reciprocidad. Si el análisis resulta positivo, se establecerá un equipo de trabajo que tendrá la responsabilidad de sugerir contramedidas. Estas podrían incluir servicios, bienes o propiedad intelectual.

Este viernes, el Gobierno de Lula comunicará de manera oficial este procedimiento a Estados Unidos, lo que iniciará un proceso formal en el que Washington tendrá la oportunidad de presentar sus argumentos frente a la investigación abierta por Camex.

El pasado 6 de agosto, entraron en vigor los aranceles estadounidenses. De acuerdo con lo que declaró el presidente Trump, fueron implementados por motivos políticos, incluyendo la supuesta persecución judicial contra Jair Bolsonaro, quien está siendo juzgado por golpismo ante la Corte Suprema de Brasil.

TELESUR


Governo autoriza consultas e avança para aplicar Lei da Reciprocidade Econômica contra os EUA

Por Ricardo Abreu

O governo federal iniciou nesta quinta-feira (28) o processo que pode levar à aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos pela aplicação de um tarifaço contra produtos brasileiros exportados para os americanos.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) enviou à Câmara de Comércio Exterior (Camex) um comunicado informando que o Brasil iniciou as consultas e medidas para aplicar a legislação contra os EUA. A Camex tem 30 dias para avaliar se é possível a aplicação da lei.

O Brasil vai notificar oficialmente o governo americano sobre o início do processo nesta sexta-feira (29). A TV Globo apurou que os diplomatas acreditam na medida como uma forma de abrir um caminho de diálogo com os americanos, que têm evitado negociações sobre o tema.

Segundo o blog da Ana Flor, Lula já havia solicitado avaliações sobre possíveis medidas nos setores de óleo e gás, farmacêutico e agrícola. Entre as alternativas discutidas por especialistas desses setores está a suspensão de direitos de propriedade intelectual — o que poderia incluir a quebra de patentes de medicamentos e defensivos agrícolas.

Tarifaço

A aplicação de impostos adicionais sobre os produtos brasileiros vendidos ao mercado americano entrou em vigor no dia 6 de agosto. A medida foi anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em uma carta enviada ao governo brasileiro ainda em julho, que vinculou a medida às investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por envolvimento em uma tentativa de golpe em 2023.
No decreto que oficializou a medida, Trump estabeleceu uma longa lista de exceções, que incluem itens como suco de laranja, petróleo, peças de aeronaves e materiais como madeira e aço.
Mesmo assim, produtos como o café, um dos principais itens de exportação brasileira para os EUA, foram impactados.

Globo


 

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