Xi Jinping propone a Lula da Silva defender juntos el protagonismo de la ONU
El presidente chino, Xi Jinping, pidió este viernes a su homólogo brasileño, Luiz Inácio Lula da Silva, unir esfuerzos en la defensa del protagonismo de la ONU ante la inestable situación internacional.
Durante una conversación telefónica con su par brasileño, Xi Jinping calificó de preocupante la inestabilidad internacional y señaló que China y Brasil, como actores importantes del Sur Global, son fuerzas constructivas para mantener la paz y estabilidad mundial.
«Hemos de seguir firmes en el lado correcto de la historia, proteger mejor los intereses comunes de ambas naciones y del Sur Global, defender conjuntamente el protagonismo de la ONU, la justicia internacional y la imparcialidad«, declaró el mandatario chino.
President Xi Jinping spoke with Brazilian President Luiz Inácio Lula da Silva @LulaOficial on the phone.
China is ready to work with Brazil to comprehensively advance mutually beneficial cooperation across the board, and promote greater development and usher in a brighter future… pic.twitter.com/aO6N5ie9v6
— Mao Ning 毛宁 (@SpoxCHN_MaoNing) January 23, 2026
Xi hizo este comentario al día siguiente de formalizarse el «Consejo de Paz», una iniciativa que será presidida de forma vitalicia por Donald Trump.
Por su parte, Lula da Silva afirmó que la visita de Xi a Brasil en 2024 supuso un impulso para las relaciones bilaterales y que la cooperación en distintos ámbitos ha registrado «avances significativos».
El presidente brasileño coincidió en destacar el papel de China y de su país como defensores del multilateralismo y del libre comercio, y abogó por una mayor coordinación para «reforzar la autoridad de Naciones Unidas», fortalecer la cooperación en el seno de los BRICS y contribuir a la estabilidad regional y global.
En medio de la conversación telefónica, Xi Jinping rechazó las acusaciones externas contra Beijing y sostuvo que la supuesta «amenaza china» es «totalmente infundada».
📌#China🇨🇳 rechazó las alusiones a una supuesta “amenaza china” en el Ártico tras el anuncio del presidente de #EstadosUnidos🇺🇸, Donald Trump, de un principio de acuerdo con la #OTAN sobre #Groenlandia.
🔴Beijing denunció el uso de “acusaciones infundadas” como pretexto para… pic.twitter.com/4LySHAtcmj
— teleSUR TV (@teleSURtv) January 22, 2026
Además criticó las «acusaciones sin fundamento» y la práctica de «fabricar pretextos» para «buscar beneficios egoístas», en referencia a las declaraciones injerencistas de dirigentes occidentales, entre ellos Trump, sobre la expansión china en la región ártica y Groenlandia.
La conversación entre Xi Jinping y Lula da Silva se produce en un momento de crecientes tensiones internacionales, después de que Donald Trump, anunciara esta semana en el Foro Económico Mundial de Davos un principio de acuerdo con la OTAN sobre Groenlandia.
En los últimos meses, China y Brasil han intensificado sus contactos diplomáticos en un contexto de fricciones comerciales con EE.UU.
Xi Jinping pede que Lula “fortaleça a ONU” e sugere recusa a Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone na madrugada de 5ª feira (22.jan.2026) para 6ª feira (23.jan) com o presidente da China, Xi Jinping (Partido Comunista da China). Segundo a Xinhua, principal mídia estatal chinesa, o líder chinês sugeriu que China e Brasil recusem o convite para integrar o Conselho da Paz criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano).
A nota da agência de notícias chinesa diz que Xi declarou a Lula que a “conjuntura internacional é turbulenta e instável” e que a China e o Brasil devem “escolher o lado certo da história”,: defender a ONU (Organização das Nações Unidas) e a “equidade e justiça internacionais”.
Segundo a Xinhua, Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil está disposto a trabalhar com a China para fortalecer a ONU e aprofundar as relações bilaterais, inclusive no plano continental, aproximando o país asiático da América do Sul.
Eis a íntegra da publicação do governo chinês, traduzida para o português:
“Na manhã de 23 de janeiro, o presidente chinês Xi Jinping conversou por telefone com o presidente brasileiro Lula.
“Xi Jinping destacou que, em 2024, o presidente Lula e ele anunciaram conjuntamente a elevação das relações bilaterais para uma comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado, trabalhando juntos para construir um mundo mais justo e um planeta mais sustentável. Ao longo do último ano, a construção dessa comunidade com um futuro compartilhado ganhou impulso, e o alinhamento de nossas estratégias de desenvolvimento se aprofundou e se tornou mais prático, servindo de exemplo de solidariedade e cooperação entre os países do Sul Global.
“Este ano marca o início do 15º Plano Quinquenal da China. A China promoverá o desenvolvimento de alta qualidade por meio de uma abertura de alto nível, proporcionando mais oportunidades para a cooperação China-Paquistão. A China está disposta a trabalhar com o Paquistão para avançar de forma abrangente na cooperação mutuamente benéfica em todos os campos, promover um maior desenvolvimento das relações China-Paquistão e inaugurar um futuro mais promissor.
“Xi Jinping enfatizou que a atual conjuntura internacional é turbulenta e instável. A China e o Brasil, como membros importantes do Sul Global, são forças construtivas na manutenção da paz e da estabilidade mundiais, bem como na reforma e no aprimoramento da governança global. Devem se posicionar firmemente ao lado certo da história, salvaguardar melhor os interesses comuns de ambos os países e do Sul Global, e defender conjuntamente a posição central das Nações Unidas e a equidade e justiça internacionais.
“A China está disposta a ser sempre uma boa amiga e parceira dos países da América Latina e do Caribe e a promover a construção de uma comunidade China-América Latina com um futuro compartilhado.
“Lula afirmou que a visita histórica do Presidente Xi Jinping ao Brasil em 2024 elevou as relações Brasil-China a um novo patamar, com foco na construção de uma comunidade com um futuro compartilhado para um mundo mais justo e um planeta mais sustentável, e que progressos significativos foram alcançados na cooperação em diversas áreas.
“O Brasil está disposto a trabalhar com a China para promover um maior desenvolvimento nas relações bilaterais e nas relações entre a América Latina e a China. Brasil e China são forças importantes na defesa do multilateralismo e na adesão ao livre comércio. Considerando o atual cenário internacional preocupante, o Brasil está disposto a trabalhar em estreita colaboração com a China para salvaguardar a autoridade das Nações Unidas, fortalecer a cooperação do BRICS e manter a paz e a estabilidade regional e global.”
CONSELHO DA PAZ DE TRUMP
Trump anunciou a criação do Conselho da Paz em 15 de janeiro de 2026. Embora a medida seja parte de um plano para acabar com os conflitos na Faixa de Gaza, o norte-americano já sinalizou que o órgão não será temporário. Afirmou em 20 de janeiro de 2026 que o grupo poderia assumir o papel que hoje pertence à ONU.
Diversos líderes mundiais foram convidados a integrar o novo órgão internacional, como China e Brasil. O Conselho da Paz terá Trump como presidente vitalício e o único com poder de veto.
O Conselho da Paz foi formalmente apresentado em Davos, na Suíça, na 5ª feira (22.jan).
Asesor de Lula da Silva rechaza adhesión de Brasil a «Consejo de Paz» de Trump
El asesor especial del presidente Luiz Inácio Lula da Silva para Asuntos Internacionales, Celso Amorim, indicó el jueves que el Gobierno brasileño no está de acuerdo con el «Consejo de Paz» propuesto por el presidente de Estados Unidos, Donald Trump, por considerarlo confuso y unilateral.
«Las cosas no están claras. Una cosa es una invitación a un Consejo de Paz derivada de una resolución de la ONU. No sé si Brasil participará o no, pero es algo a considerar. (…) La propia carta (del consejo propuesto por Trump) es confusa (…) en la práctica, representa una revocación de la ONU, sobre todo en el área de paz y seguridad (…) Esa parte, claramente, no veo cómo aceptarla, no se puede considerar una reforma de la ONU hecha por un país», afirmó Celso Amorim en una entrevista con el diario O Globo.
Además sostuvo que el estatuto del órgano propuesto equivale, en la práctica, a una reforma de la ONU impulsada por un solo país, algo que calificó de inaceptable para Brasil y para el sistema multilateral.
Celso Amorim, Asesor internacional de Lula, anticipa que Brasil no aceptará la invitación al Consejo de Paz propuesto por Trump para Gaza.
"La carta [del Consejo, redactada por la Casa Blanca] es confusa, porque comienza hablando de una cosa y luego se va ampliando en el…
— Nacho Lemus (@LemusteleSUR) January 22, 2026
De acuerdo al excanciller brasileño el texto enviado junto a la invitación estadounidense amplía el alcance de la iniciativa más allá de la situación en la Franja de Gaza, pese a que Trump la presentó vinculada al territorio palestino. “La palabra ‘Gaza’ no aparece en el estatuto. Se refiere a cualquier conflicto”, alertó Amorin.
«Sería como un Consejo de Seguridad, sólo que con un presidente prácticamente permanente«, criticó, y recordó que hasta ahora los países europeos no aceptaron formar parte.
Amorim recordó que Trump subrayó que no acepta enmiendas y que no es posible debatir ni ajustar el texto: «Es un contrato de adhesión, eso hace esa parte difícil».
El asesor de Lula da Silva aclaró que, si se tratara de una iniciativa surgida de la ONU, la discusión sería distinta y podría considerarse, siempre tomando en cuenta la opinión de los palestinos y de los países árabes.
😭
O que é o "Conselho da Paz" de Trump
➡️ É um organismo para substituir a ONU por aparelho privado trumpista.
➡️ Quem manda é Trump. Todos os demais são vassalos.
➡️ Para compô-lo, Trump convidou ditadores que fazem guerras, como Putin e Lukashenko.
➡️ Quem quiser ser…
— Augusto de Franco (@augustodefranco) January 21, 2026
Donald Trump firmó el jueves la carta fundadora del «Consejo de Paz», un controvertido organismo internacional, que pese a que la Casa Blanca presenta para supuestamente «promover la estabilidad y resolver conflictos globales», ya provoca fricciones entre aliados occidentales y organismos multilaterales.
La ambigüedad de este nuevo consejo se manifiesta en su alcance geográfico y operativo. Aunque inicialmente el organismo fue concebido para supervisar la reconstrucción de Gaza, en el marco del plan de alto el fuego estadounidense respaldado por el Consejo de Seguridad de la ONU en noviembre de 2025, el borrador de su carta constitutiva omite explícitamente la mención al territorio palestino.
