Brasil | Indígenas Guaraní-Kaiowá fueron reprimidos con disparos y bombas lacrimógenas por la Policía Militar y el Departamento de Operaciones Fronterizas
Policía de Matogrosso do Sul reprime indígenas Guaraní-Kaiowá en frontera Brasil-Paraguay
Durante el ataque detuvieron a seis indígenas entre ellas cuatro mujeres y una niña de 14 años; dos indígenas fueron liberados entre ayer y hoy: un hombre y la menor.
Indígenas Guaraní-Kaiowá fueron reprimidos con disparos y bombas lacrimógenas este lunes por la policía militar de Matogrosso do Sul y el Departamento de Operaciones Fronterizas en la aldea de Limão Verde, ubicada en la Reserva Limão Verde, en la frontera brasileña con Paraguay.
La Policía Militar de Matogrosso do Sul y el Departamento de Operaciones Fronterizas reprimieron este lunes a indígenas Guaraní-Kaiowá con disparos y bombas en la aldea de Limão Verde, ubicada en la Reserva Limão Verde, en la frontera brasileña con Paraguay.
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— Nacho Lemus (@LemusteleSUR) April 27, 2026
El episodio represivo ocurrió en la mañana del lunes, pero comenzó el domingo cuando la policía estatal inició el operativo contra los indígenas que habían recuperado un área en la Finca Limoeiro.
Dicha finca limita con la Reserva y se superpone con el territorio Tapykora Kora, en la Tierra Indígena Iguatemipeguá II, la cual se encuentra en proceso de identificación y demarcación desde 2008.
Los guaraní-kaiowá solicitan la intervención urgente de la Fuerza Nacional de Seguridad Pública y otras autoridades federales ante la vulneración de sus derechos.
Durante el ataque detuvieron a seis indígenas entre ellas cuatro mujeres y una niña de 14 años; dos indígenas fueron liberados entre el domingo y este lunes: un hombre y la menor.
Por su parte, la Policía Civil también denegó la solicitud de la Policía Federal para que los indígenas fueran puestos bajo custodia, y este lunes continúan las negociaciones para el traslado de los detenidos.
De acuerdo al corresponsal de teleSUR en Brasil, Nacho Lemus, los conflictos y violencia contra comunidades indígenas en la región son recurrentes y se exacerbaron a partir de la expansión de los monocultivos de soja, maíz y caña de azúcar.
Conflito em área indígena tem confronto entre policiais e comunidades
Um novo episódio de tensão foi registrado na segunda-feira (27) na Reserva Limão Verde, localizada entre os municípios de Amambai e Coronel Sapucaia, na região de fronteira com o Paraguai. A ação envolve agentes da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), em meio a um conflito com indígenas dos povos Kaiowá e Guarani.
Segundo relatos de lideranças locais, houve uso de armamento não letal, como bombas de efeito moral, além de disparos durante a operação. A intervenção ocorre após a retomada de uma área reivindicada pelos indígenas, que inclui parte da Fazenda Limoeiro, território que faz divisa com a reserva.
Disputa territorial intensifica conflito
A área em questão está sobreposta ao tekoha Tapykora Kora, inserido na Terra Indígena Iguatemipeguá II, que passa por processo de identificação e delimitação desde 2008. A retomada do espaço por grupos indígenas teria motivado a mobilização das forças de segurança estaduais.
Casos como esse são recorrentes na região sul de Mato Grosso do Sul, onde há histórico de disputas fundiárias envolvendo comunidades indígenas e proprietários rurais, frequentemente judicializadas e marcadas por tensão.
Comunidade relata cenário de violência
Até o momento, não há confirmação oficial sobre feridos ou detenções durante a operação. No entanto, indígenas relatam clima de medo e pedem a intervenção de autoridades federais, incluindo a Força Nacional de Segurança Pública.
Em contato com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), um morador da aldeia descreveu a situação:
“Está muito ruim aqui. Chegaram com muito ódio, sem diálogo, estão atacando sem piedade. Pedimos socorro, nossas famílias, idosos, estão no rumo das bombas e tiros”
Contexto de conflitos na região
A região de fronteira entre Brasil e Paraguai concentra algumas das disputas territoriais mais sensíveis do país, envolvendo processos de demarcação ainda não concluídos. A demora na regularização fundiária é apontada por especialistas como um dos principais fatores para a recorrência de confrontos.
Organizações indígenas e entidades de direitos humanos têm cobrado maior atuação do governo federal para mediar os conflitos e garantir a segurança das comunidades, enquanto autoridades estaduais afirmam atuar para manter a ordem e cumprir decisões judiciais.
O caso segue em acompanhamento, e novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das apurações.
