Brasil | El FMI destaca que la economía del país ha demostrado “una notable resiliencia frente a múltiples shocks”

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Pese a aranceles de Trump, el FMI reconoce que Brasil fortalece su economía

Pese a los ataques del presidente de Estados Unidos, Donald Trump, contra Brasil y la imposición de aranceles, el Fondo Monetario Internacional (FMI) reconoció el crecimiento de la economía brasileña bajo el gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva.

El organismo internacional que históricamente ha exigido recortes en los derechos sociales y economías en América Latina, declaró este jueves la resiliencia de la economía de Brasil y proyectó que el producto interior bruto (PIB) crecerá un 2,4 por ciento este año.

“Se proyecta que el crecimiento aumente hasta el 2,4 por ciento en 2026, en un contexto de una mejora de los términos de intercambio asociada a los mayores precios mundiales del petróleo y al apoyo fiscal, antes de desacelerarse en 2027 debido a unas condiciones monetarias que seguirán siendo restrictivas y que tienen como objetivo devolver la inflación a la meta”, subrayó el organismo.

El FMI destacó que la economía brasileña ha demostrado “una notable resiliencia frente a múltiples shocks”. Refirió además que el sistema bancario permanece sólido, con entidades bien capitalizadas, elevada liquidez y riesgos sistémicos bajo control.

La entidad señaló la normalización de la política monetaria y factores estructurales, como la reforma del IVA aprobada en 2023 y el aumento de la producción de hidrocarburos.

El organismo espera, sin embargo, que la inflación aumente temporalmente este año hasta el 5,6 por ciento interanual a finales de 2026, en parte debido a los elevados precios internacionales del petróleo.

Posteriormente, la inflación debería converger gradualmente hacia la meta del tres por ciento a mediados de 2028. En este context, los recortes de las tasas de interés han sido compatibles con el régimen brasileño de metas de inflación.

Al comentar sobre las presiones inflacionarias derivadas del alza de los precios mundiales de la energía, el FMI, al interferir declaró que el Banco Central mantenga «flexibilidad» en sus próximas decisiones.

La entidad consideró que Brasil debería aprovechar los ingresos extraordinarios provenientes del petróleo para reducir de forma sostenida la deuda pública y generar margen para inversiones prioritarias.

Telsur


EUA impõem nova tarifa de 12,5% a produtos brasileiros

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) a aplicação de uma nova sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de que o Brasil não adota mecanismos eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A medida entra em vigor na madrugada desta sexta-feira (24).

A nova tarifa substitui a taxa global temporária de 10% aplicada desde fevereiro e se soma à sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, em vigor desde o último dia 22. Com isso, parte das exportações do Brasil para o mercado estadunidense poderá enfrentar tributação de até 37,5%.

decisão foi tomada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) após investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Motivação

Segundo o governo estadunidense, o Brasil integra o grupo de 54 países que não proíbem nem fiscalizam de forma efetiva a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado em seus mercados internos.

Na avaliação do USTR, essa falha cria uma vantagem competitiva indevida, ao permitir a circulação de mercadorias produzidas a custos menores.

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que a prática prejudica empresas e trabalhadores estadunidenses.

«A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável. Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual», destacou Greer em comunicado.

Produtos 

O relatório afirma que, entre 2021 e 2025, o Brasil importou produtos associados ao trabalho forçado em cinco segmentos:

  1. alumínio;
  2. algodão;
  3. eletrônicos;
  4. baterias de lítio;
  5. tabaco.

Segundo o USTR, esses produtos poderiam entrar no mercado brasileiro com preços artificialmente reduzidos e, posteriormente, influenciar a competitividade das exportações nacionais.

O documento também menciona que, embora o Brasil participe de acordos internacionais de combate ao trabalho escravo e mantenha a chamada Lista Suja do Trabalho Escravo, o país não detém, na avaliação dos Estados Unidos, mecanismos considerados suficientes para impedir a importação desses bens.

Países

A investigação alcançou 60 parceiros comerciais dos Estados Unidos.

Além do Brasil, outros 53 países receberam a sobretaxa de 12,5%, entre eles China, Argentina, Austrália, Japão, Índia, Reino Unido e África do Sul.

Canadá, México, Equador, Indonésia, Paquistão e a União Europeia foram enquadrados em outra categoria e terão tarifa adicional de 10%, por já manterem mecanismos legais de controle, embora considerados insuficientes pelos EUA.

Tarifa 

A nova medida se soma à tarifa de 25% aplicada nesta semana sobre parte das exportações brasileiras, resultado de outra investigação conduzida pelo USTR.

Nesse processo, o governo estadunidense acusou o Brasil de adotar práticas comerciais consideradas desleais, citando questões como acesso ao mercado de etanol, propriedade intelectual, combate à corrupção, desmatamento ilegal e políticas comerciais preferenciais.

Com a nova decisão, empresas brasileiras poderão enfrentar uma carga tarifária total de até 37,5% em parte das exportações destinadas aos Estados Unidos.

As novas tarifas anunciadas nesta quinta substituem a taxa global de 10% anunciada por Trump em fevereiro deste ano. Na ocasião, a Suprema Corte dos Estados Unidos havia derrubado as «tarifas recíprocas» impostas pelo presidente estadunidense no ano passado.

Reação brasileira

Em nota, o governo brasileiro criticou a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos e classificou a medida como «arbitrária» e «injustificada». Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), o Brasil apresentou ao governo norte-americano informações sobre sua legislação e os mecanismos de fiscalização para impedir a importação de produtos associados ao trabalho forçado, além de destacar o reconhecimento internacional do país no combate ao trabalho escravo.

O texto também informa que o governo pretende recorrer aos mecanismos previstos na Lei de Reciprocidade e levar o caso ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O governo brasileiro já havia contestado as conclusões da investigação. Em manifestação anterior, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que eventuais sanções seriam desproporcionais e defendeu que o país mantém legislação e acordos internacionais voltados ao combate ao trabalho forçado.

Segundo o chanceler, o Brasil dispõe de mecanismos de fiscalização e cooperação internacional para impedir a circulação de produtos produzidos em condições análogas à escravidão.

Enquanto avalia uma resposta diplomática, o governo mantém medidas de apoio às empresas exportadoras afetadas pelas tarifas americanas por meio do Plano Brasil Soberano, que prevê linhas de crédito e incentivo à abertura de novos mercados.

Agencia Brasil


 

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