En Contexto
El próximo viernes la Cámara de Diputados de Brasil iniciará el debate sobre el proceso de impeachment contra Dilma Rousseff, que se espera sea votado el domingo. Precisa de la aprobación de una mayoría calificada de dos tercios (342 de los 513 diputados). En caso de prosperar, la causa pasará a los 81 miembros del Senado, que por mayoría simple decidirán si se abre el juicio político contra la presidenta. Si así fuera, la mandataria deberá separarse del cargo por un lapso de 180 días, el tiempo que tendrá la Cámara alta para el desarrollo del proceso. En ese caso, la presidencia será asumida durante ese período por el vicepresidente Michel Temer, del Partido del Movimiento Democrático Brasileño (PMDB), quien también enfrenta un pedido de impeachment.

Após resultado esperado, começam articulações para votação de domingo

A aprovação do relatório pela admissibilidade do processo de impeachment por 38 votos favoráveis, ante 27 votos contrários, lotou ontem (11) o plenário da comissão especial não apenas pelos deputados da oposição, mas também por senadores, líderes partidários, assessores e políticos que ocuparam o espaço nos últimos 30 minutos das dez horas de sessão. Mas não deixou desanimados os representantes da base aliada. Eram necessários 33 votos para que o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) fosse acolhido, e os oposicionistas conseguiram apenas cinco votos a mais. Este foi o cálculo levado em conta por deputados da base aliada, logo após o encerramento da sessão.

Nos bastidores, o que se sabe é que o ambiente não é comemorado por nenhum dos dois lados, embora tenha agradado ao governo. Por isso, as articulações continuam e os próximos dias, mais que nunca, prometem ser de reuniões e muita tensão no Congresso Nacional e no Executivo.

O entendimento de vários parlamentares – que por motivos óbvios preferem não se identificar – é de que é preciso cautela e muita articulação, ainda, para a votação em plenário no domingo, mas o resultado poderia ser bem mais desfavorável ao governo. Até porque tanto o Executivo como os parlamentares governistas trabalhavam considerando a aprovação do relatório como certa. E se articulavam para que a diferença de votos não fosse grande (o que se confirmou).

Logo cedo, antes do início da sessão, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) foi quem melhor traduziu o sentimento aguardado pelos petistas e demais partidos de sustentação à presidenta Dilma – e comemorado no final da sessão. “Vamos perder, mas sairemos ganhando”, disse ele, ainda durante a manhã.

O placar não foi diferente do previsto por Teixeira e era esperado, até mesmo, pela oposição. As surpresas foram observadas por partidos que já vinham se manifestando para liberar as bancadas ou fechar com o Executivo.

O PP, por exemplo, depois de o líder, Aguinaldo Ribeiro (PB), anunciar a decisão pessoal de votar contrário ao relatório no meio da tarde, na hora da votação liberou a bancada, o que foi favorável para os governistas – diante da pressão que vinham fazendo o grupo dos deputados Paulo Maluf e Júlio Lopes, de São Paulo, para que a sigla fechasse questão pelo impeachment.

Surpresas

Também o PR, que colocou dois deputados para se posicionarem na comissão – um contrário, outro favorável ao relatório (o que levava ao aceno de que a bancada seria liberada para votar como quisesse) – realizou uma reunião de última hora e decidiu que, embora tendo posições diferentes entre os parlamentares, na comissão iria votar contrário ao relatório.

No PSD, a surpresa foi a posição do líder do partido e também presidente da comissão especial, deputado Rogério Rosso (DF). Rosso resolveu votar, mesmo ocupando a presidência (prerrogativa que caberia a ele decidir), e se posicionou pela aprovação do relatório. De acordo com o representante da liderança do PSD na comissão, apesar das divergências observadas na legenda, na votação de hoje, os parlamentares combinaram de votar com o governo – mesmo diante do voto no sentido contrário de Rogério Rosso.

O PRB, que também demonstrou divisões, na última hora fez o contrário das siglas citadas acima. O PRB decidiu votar pela aprovação do texto de Jovair Arantes com a bancada fechada.

O PTN, por outro lado, resolveu que, mesmo com parlamentares favoráveis à aprovação do impeachment, fez uma eleição interna e resolveu votar com o governo. Na votação em plenário, no próximo domingo, no entanto, os deputados do PTN acertaram que estão liberados para se posicionar da forma como quiserem, mediante o acordo feito hoje. O PHS também liberou o voto entre os parlamentares.

‘Centrinho’ positivo

A análise feita por muitos líderes, com base na posição dessas legendas, é de que apesar de ainda ser difícil o quadro sobre o processo do impeachment, tanto para oposicionistas como para o governo no próximo domingo, as articulações feitas pelos ministros da coordenação política tiveram efeito sobre as pequenas siglas e as legendas do chamado “centrinho”.

Mesmo assim, partidos que possuem ministérios no Executivo, como o PTB, se mantiveram enfáticos e votaram pela aprovação do relatório.

Na orientação das bancadas, algumas das falas mais emblemáticas foram dos deputados Henrique Fontana (PT-RS) e Sílvio Costa (PTdoB-PE). Fontana afirmou que o PT encaminhou o voto contrário ao relatório pela admissibilidade do impeachment “pelo direito sagrado de o povo brasileiro escolher seus representantes nas eleições diretas, pelo respeito à dignidade da presidenta Dilma Rousseff e pela continuidade dos programas sociais”.

Costa destacou que, mesmo com a vitória da oposição na comissão, o resultado inexpressivo mostrou que “o Brasil vai dar um grande não à mentira e ao golpe no próximo domingo”.

Rede Brasil Atual


Saiba como votou cada deputado na comissão especial do impeachment

A comissão especial de impeachment da Câmara dos Deputados aprovou, na noite de ontem (11), por 38 votos a favor, 27 contrários e nenhuma abstenção, o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO), que recomenda a abertura de processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff.

A reunião para votação do texto teve início às 10h30 de ontem, com posicionamentos do presidente da comissão, deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF), do relator Jovair Arantes (PTB-GO), do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo e dos 27 líderes partidários.

Entenda como votaram alguns grupos de parlamentares:

Os líderes do PP, PSD, PHS, PROS e Rede Sustentabilidade liberaram na comissão especial do impeachment, suas bancadas para a votação do parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), pela admissibilidade do impedimento da presidenta Dilma Rousseff.

Diante disso, no PP, três deputados votaram a favor e dois contra. No PSD, votaram a favor o deputado Marcos Montes (MG) e o presidente da Comissão, Rogério Rosso (DF), que até então mantinha posição neutra; apenas um voto contra foi computado, o de Paulo Magalhães (BA).

No PHS, o único deputado na comissão, Marcelo Aro (MG), votou a favor do parecer, assim como no PROS onde os dois representantes foram favoráveis ao texto – Eros Biodini (MG) e Ronaldo Fonseca (DF). Na Rede, por sua vez, o deputado Aliel Machado (PR) votou contra o relatório.

Já os líderes do PRB, Solidariedade, PSB, DEM, PPS, PR e PMB declararam voto pelo impeachment, enquanto as lideranças do PT, PCdoB, PDT, PTN, PSOL e PEN firmaram posição contrária ao impeachment.

O PMDB, que recentemente saiu da base do governo e que tem a vice-presidência da República (Michel Temer) e as presidências da Câmara dos Deputados (Eduardo Cunha) e do Senado (Renan Calheiros), liberou sua bancada para votar. Dos sete deputados na Comissão Especial de Impeachment, quatro votaram a favor do parecer do relator Jovair Arantes e três votaram contra.

*Passe o mouse sobre o gráfico para conferir o total de votos a favor do relatório, partindo-se do mínimo (0) até o máximo possível em cada ocasião.

EBC


Presidenta llama “conspirador” a Temer y vice reitera críticas

La presidenta Dilma Rousseff reaccionó con indignación al saber este lunes (11) de la filtración a la prensa de un audio del vice-presidente Michel Temer, en el cual su eventual sucesor habla como si ya fuera presidente de la República y pide “sacrificios” a la población. “Cayó la máscara del conspirador”, dijo Dilma, según interlocutores suyos en el Palacio de Planalto.

Tras la divulgación del audio, el vicepresidente Temer admitió su autenticidad y dijo que envió de manera equivocada el clip en el cual anticipó su discurso victorioso en caso de que se apruebe el impeachment. Agregó que independientemente de lo que ocurra en la votación del impeachment en el plenario de Diputados el próximo domingo, seguirá sosteniendo las mismas ideas que expresó en el audio.

“No me moví ni un centímetro de lo que dije en el pasado”, aseguró Temer en breve contacto con periodistas.

El ministro de la Secretaría de Gobierno, Ricardo Berzoini, afirmó estar “estupefacto” y aseguró que el vicepresidente “está confundiendo la investigación de un eventual crimen de responsabilidad de la presidenta Dilma con una elección indirecta. Está disputando votos (en el Congreso) y transformó el proceso en una elección indirecta para conseguir votos a favor del impeachment. Ese audio demuestra las características golpistas del vice”, dijo el funcionario.

En el audio, Temer explica que prevé mantener los programas sociales establecidos por el PT. Los dichos de Temer generaron fuerte polémica en Brasilia: algunos criticaron a Dilma por haberlo elegido como vice; otros los calificaron de “golpista chapucero”, y otros aseguran que la filtración del audio perjudica a quienes quieren el impeachment de la mandataria.

El columnista de O Globo, Jorge Bastos Moreno, aseguró que líderes opositores están perplejos con el audio de Temer, un hecho nuevo que favorece a Dilma en medio de su batalla contra el impeachment. “Este accidente de Temer es una tabla de salvación para Dilma”, dijo el columnista, mientras en las redes crece el rechazo al vice por querer sentarse en un sillón presidencial que aún está ocupado.

“Justo sucede esto con Temer, un hombre reservadísimo”, destacó el columnista.

Brasil 247


Audio de Michel Temer:


Lula minimiza derrota na comissão do impeachment durante ato no Rio

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou a derrota sofrida nesta segunda-feira (11) pelo governo na Comissão do Impeachment da Câmara. Lula participou de ato político no Rio e discursou na Lapa para uma multidão. “A comissão acabou de derrotar a gente, 38 a 27. Mas isso não quer dizer nada. Então, o que nós temos de ter clareza é domingo no Plenário. E nós sabemos que temos de conversar com os deputados”, disse.

Lula disse que não acha justo a forma como a oposição vem atacando a presidenta Dilma Rousseff. “Eu aguento muita bordoada, mas não é justo eles fazerem com a Dilma o que estão fazendo. Quando a gente sair para a rua defender o mandato da Dilma, é importante ter clareza que não estamos defendendo apenas o direito de uma mulher ser presidenta da República. A gente está defendendo a honra das mulheres brasileiras, que sempre foram tratadas como objeto de cama e mesa neste país.”

O ex-presidente disse que estava pronto para defender até o fim a democracia no país. “Eu quero avisar para eles, que estão querendo dar um golpe na companheira Dilma. Eu quero avisar aos meios de comunicação, que fazem de tudo, menos dar informação correta, menos dar informação ao nosso povo. Eu não sei quantos anos eu tenho pela frente, mas ainda que eu tiver um dia, eles podem saber que este dia será dedicado 24 horas em defesa da liberdade, da democracia e da cidadania neste país”, disse Lula, encerrando o seu discurso dizendo “até a vitória”.

MST

Antes de o ex-presidente, o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, discursou, dizendo que a ordem é ocupar praças, praias e avenidas. “Nós do MST já estamos acampados na Esplanada dos Ministérios em vigília. Aqui no Rio de Janeiro, e em todas as capitais do Brasil, devemos nos manter mobilizados. Sexta-feira que vem nós temos que parar o Brasil. E depois, no dia 17, os morros têm que baixar e ocupar a Praia de Copacabana. Nós temos que provar para eles que Copacabana é do povo, não é dos coxinhas. Em todo o Brasil, nós vamos ocupar as praças e cercar as assembleias legislativas para mostrar de que lado o povo está. Não vai ter golpe. Vai ter luta”, disse Stédile.

A primeira parte do ato aconteceu dentro do prédio da Fundição Progresso, reunindo principalmente artistas, músicos, escritores e demais categorias ligadas à cultura. Durante o encontro, foi lido um documento intitulado Manifesto Cultura pela Democracia, assinado por Leonardo Boff, Chico Buarque, Wagner Moura, Fernando Morais e Eric Nepomuceno. Em seguida, todos se dirigiram ao palco montado sob os Arcos da Lapa, onde uma multidão os aguardava.

EBC