Asesinan a un líder comunitario y testigo clave del crimen de Marielle Franco

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Asesinaron a un testigo del homicidio de la concejala Marielle Franco

Carlos Alexandre Pereira Maria, colaborador de un concejal que declaró como testigo del homicidio de Marielle Franco, asesinada el mes pasado, apareció muerto dentro de un auto con marcas de tiro en la zona oeste de Rio de Janeiro. El cuerpo de Alexandre fue llevado al Instituto Médico Legal (IML), de donde deberá ser liberado este lunes.

Según publicó el diario Extra de Brasil, Pereira Maria, colaborador del concejal de derecha Marcelo Siciliano, había declarado la semana pasada como testigo por la muerte de Franco, que murió asesinada a balazos el 14 de marzo. Franco era una fuerte opositora a la intervención policial en las favelas y a la militarización de la seguridad en Río de Janeiro, medidas impulsadas por el actual presidente Michel Temer.

Una de las líneas de investigación sobre la muerte del colaborador abarca la conexión de Alexandre con milicianos. El crimen se produjo alrededor de las 20:45. De acuerdo con informes de testigos, poco antes de disparar contra la víctima uno de los asesinos gritó: «Andá para allá que tenemos que hacerlo callar la boca».

El Destape


Líder comunitário que colaborava com vereador do Rio é assassinado

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a morte de Carlos Alexandre Pereira Maia, 37, assassinado na noite deste domingo (8), na Estrada Cumaru, no bairro da Taquara, zona oeste da capital fluminense.

Alexandre Pereira, como ele se identificava, colaborava para o vereador Marcello Siciliano (PHS), que depôs na última sexta-feira (6) a investigadores que apuram a morte de Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes.

A vereadora foi assassinada no último dia 14 enquanto voltava para casa após participar de um debate no centro do Rio de Janeiro. O carro em que estava foi alvejado por tiros disparados por ocupante de um outro veículo. A polícia ainda investiga a autoria do crime.

A vereadora era aliada do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que ficou em segundo lugar na eleição para prefeito do Rio.

Liderança

Segundo o gabinete do vereador, Pereira era uma liderança comunitária da região da Taquara e sua função era repassar as demandas da população a Siciliano. Era um trabalho voluntário, mas ele usava um colete com o nome do vereador, assim como outras lideranças comunitárias que atuam em parceria com o gabinete.

Nas redes sociais, Alexandre publicava fotos e vídeos de ações da prefeitura no bairro.

A morte de Alexandre é investigada pela Delegacia de Homicídios da Capital, que não deu mais detalhes do caso.

Segundo o jornal O Globo, policiais do 18º BPM, que encontraram o corpo de Pereira alvejado dentro de um carro, ouviram de testemunhas que antes do crime um dos assassinos gritou: «Chega para lá que a gente tem que calar a boca dele».

À Folha, Siciliano não quis comentar se o crime poderia ter algo a ver com o depoimento dado ao caso Marielle porque «as investigações estão sob sigilo» e qualquer fala «pode atrapalhar as investigações da polícia».

O vereador disse que sua única relação com Alexandre era de trabalho e que «desconhece qualquer fato da vida dele».

Mais cedo, em nota, Siciliano afirmou que “foi com grande pesar que recebi a notícia de falecimento do nosso colaborador Carlos Alexandre Pereira. Durante o tempo em que esteve conosco, fez tudo pela sua localidade e estava sempre disponível para ajudar no que fosse necessário. Me solidarizo com a dor dos familiares e amigos”, disse o vereador Marcello Siciliano, em nota.

Folha de São Paulo


Caso Marielle: procurador diz que investigação segue de forma positiva

O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Eduardo Gussem, disse na tarde desta segunda-feira (9), após uma reunião de cúpula da segurança, que as investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes, «caminham de forma positiva». Os dois foram mortos no dia 14 de março e, até agora, ninguém foi responsabilizado pelo crime.

Além do procurador-geral, participaram da reunião o secretário de segurança, general Richard Nunes; o chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa; o superintendente da Polícia Federal no Rio, Ricardo Andrade Saadi; o promotor responsável pelo caso, Homero das Neves Freitas Filho; e o delegado que preside as investigações, Giniton Lages. Eles ficaram reunidos durante cerca de uma hora. Somente Gussem falou com a imprensa ao fim da reunião.

«Fizemos uma reunião de trabalho para alinhar algumas questões ligadas à investigação do caso Marielle/Anderson», disse o procurador-geral, lembrando que o caso continua sob sigilo. «Foi uma reunião muito positiva, acredito que as investigações caminham de forma positiva.»

Perguntado se alguma novidade no caso poderia ser esperada a curto prazo, Gussem afirmou: «Tem toda uma dinâmica do caso a ser montada. As autoridades responsáveis estão conduzindo tudo com o cuidado necessário, obviamente o tempo das autoridades da área jurídica e do delegado é diferente da expectativa da imprensa porque é um caso que requer muito cuidado, muita atenção». E acrescentou: «Mas, sem dúvida alguma, acreditamos na linha de investigação que está sendo seguida».

Gussem disse ainda que o objetivo da reunião não era fazer nenhuma cobrança. «De jeito nenhum», garantiu. «A reunião estreita o diálogo entre o Ministério Público e a estrutura de segurança do Estado. Mantemos um diálogo permanente, um contato permanente, não só sobre esse caso, mas também de muitos outros «.

Coincidência

O procurador-geral garantiu que foi uma «coincidência» o fato de a reunião de cúpula da segurança ter acontecido um dia depois do assassinato de Carlos Alexandre Pereira Maria, de 37 anos, líder comunitário e colaborador do gabinete do vereador Marcello Siciliano (PHS), ouvido na última sexta-feira como testemunha no caso Marielle.

«Isso foi uma mera coincidência, a reunião já estava ajustada há três dias, desde sexta-feira», declarou.

Gussem afirmou também que a operação policial que prendeu cerca de 150 milicianos na madrugada do sábado, 7, em Santa Cruz, na zona oeste, tampouco está relacionada ao caso do assassinato da vereadora.

«O cerco às milícias é uma tendência que vem ganhando corpo cada vez mais, e as autoridades locais vão fazer o enfrentamento com toda habilidade e coragem», disse.

JC

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