Militantes a favor de Lula ocupan departamento por el cual fue condenado

Activistas de movimiento sociales que defienden al expresidente Luiz Inácio Lula da SIlva ocuparon hoy el departamento en el balneario de Guarujá propiedad de la constructora OAS por el cual fue condenado a prisión el líder opositor brasileño.

Si es de Lula es nuestro, Lula es del pueblo“, gritaban los manifestantes del Frente Brasil Popular, comandado por el Movimiento de Trabajadores Sin Techo, desde el piso 16 donde está ubicado el departamento por el cual fue condenado el expresidente.

La ocupación fue realizada por el movimiento social que conduce el precandidato presidencial Guilherme Boulos, del Partido Socialismo y Libertad, un amigo personal de Lula. “La denuncia por la cual fue condenado Lula es una farsa judicial. Si es de Lula el departamento puede ser ocupado por el pueblo. Si el pueblo no puede estar ahí, que expliquen por qué está preso“, dijo Boulos.

La ocupación se realizó en horas de la madrugada en el edificio Solaris ubicado en la playa de Ensenada, frente al Atlántico. El departamento en cuestión es el 164 A en el edificio construido por la empresa constructora OAS, que figura como titular del departamento que el juez Sérgio Moro le atribuyó a Lula.

Lula dice que se negó a comprar el departamento que le ofreció otro detenido en la Operación Lava Jato, corruptor confeso, Leo Pinheiro, exsocio de OAS. El juez Moro reconoció que la titularidad del edificio es de OAS y no de Lula, razón por la cual fue embargado en el marco de la convocatoria de acreedores de la constructora involucrada en el caso Petrolao.

Lula fue condenado por este caso a 12 años y un mes de prisión que comenzó a ser cumplida en la sede de la policía federal en Curitiba, sur del país, el pasado sábado 7. El expresidente continúa liderando las encuestas para las elecciones del 7 de octubre y para la segunda vuelta, incluso con una semana en la prisión, aunque su favoritismo se redujo 6 puntos, de 37 a 31%, contra el 15% del segundo mejor ubicado, Jair Bolsonaro, según el instituto Datafolha.

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MTST ocupa tríplex em Guarujá: ‘Se é do Lula é nosso. Se não é por que prendeu?’

O Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) ocupou na manhã desta segunda-feira (16) o tríplex em Guarujá, litoral sul paulista, atribuído ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O imóvel é objeto de leilão para efeito de quitação de dívidas da OAS, o que comprova a sua posse pela empreiteira.

Por voltas das 11h50 o manifestantes desocuparam o apartamento. De acordo com Josué Rocha, coordenador nacional do MTST, a Polícia Militar ameaçou realizar a reintegração de posse com violência, então decidiram deixar o local.

No ato da ocupação, o MTST mandou recados para o sistema judiciário, que forçou a denúncia como forma de associar Lula a atos de corrupção na Petrobras – único meio de o processo ficar a cargo do juiz Sérgio Moro. “Se é do Lula é nosso. Se não é por que prendeu?

Em manifestações, Lula já havia sugerido ao MTST que ocupasse o imóvel. O líder do movimento e pré-candidato do Psol à Presidência da República Guilherme Boulos, tem sido um defensor da liberdade de Lula e de seu direito de disputar a eleição.

Segundo Boulos, a condenação do ex-presidente ocorreu sem provas e é fruto de um processo “viciado”, conduzido a partir de uma culpa já pré-estabelecida. “A condenação do Lula, na semana passada, pelo Sérgio Moro, na medida em que foi uma condenação sem provas, na medida em que, desde o princípio, o processo foi conduzido com presunção de culpa, de maneira viciada, foi uma condenação política, e não jurídica”, afirmou.

A própria força-tarefa da Operação Lava Jato admite não ter conseguido comprovar a posse ou uso da unidade pelo ex-presidente. A base da denúncia tem é um testemunho premiado do dono da construtura, Léo Pinheiro, que chegou a mudar depoimento – depois de ter negado num primeiro momento – associação de Lula ao tríplex. Pinheiro aceito acordo com o Ministério Público com objetivo de amenizar sua punição por prática de corrupção. A condenação decretada por Moro acabou levando em conta “atos de ofício indeterminados” e a convicção do procurado Deltan Dallagnol.

O processo deixou perplexo o meio acadêmico e jurídico pela inconsistência e pelo cerceamento do direito de defesa.

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