Aprueban cinco proyectos que habían sido presentados por la consejala Marielle Franco

Aprueban cinco proyectos impulsados por Marielle Franco

La cámara de concejales del Ayuntamiento de Río de Janeiro aprobó cinco de los siete proyectos de ley que la concejala Marielle Franco estaba impulsando antes de ser asesinada el pasado 14 de marzo. “Hoy tuvimos una gran victoria de nuestro mandato, pero tenemos que presionar para que los concejales aprueben de nuevo en la segunda votación”, expresaron a través de las redes sociales los portavoces del equipo que trabajaba junto a Franco, que fue concejala del izquierdista Partido Socialismo y Libertad (PSOL).

Se aprobaron cinco de los siete proyectos presentados; uno fue aplazado y otro se llevará nuevamente a votación cuando se arreglen detalles técnicos, según estimó el propio partido. Entre las medidas ideadas por Franco que fueron aprobadas está la de implantar guarderías municipales nocturnas para que las personas (sobre todo las más pobres) que trabajan de noche tengan un lugar donde dejar a sus hijos.

También se aprobó una ley para que haya una campaña permanente de concientización contra el acoso sexual en el transporte público, y otra para elaborar un “Dosier de la Mujer Carioca” que cruce datos de asistencia sanitaria, social y de derechos humanos.

Asimismo se aprobó que entre en el calendario oficial de la ciudad el Día de Thereza de Benguela (una líder negra que luchó contra la esclavitud). Sin embargo, los concejales aplazaron la votación del proyecto que prevé instaurar un “día oficial de lucha contra la homofobia, lesbofobia, bifobia y transfobia”, y el partido decidió dejar para más adelante la votación de un plan de asistencia técnica pública y gratuita para viviendas de interés social.

Para conseguir que los proyectos de Franco fueran aprobados el partido lanzó una campaña de presión que movilizó a más de 14.000 personas, que enviaron correos electrónicos a los concejales pidiendo su apoyo. La sesión en que se aprobó la mayoría de leyes se celebró de forma extraordinaria y contó con la presencia de decenas de mujeres activistas, que corearon lemas en favor de Franco y contra el racismo y el machismo.

La concejala izquierdista fue asesinada de varios disparos en la cabeza junto a Anderson Gomes, el conductor del vehículo en el que viajaba, en el centro de Río. Casi dos meses después del asesinato no hay avances en la investigación, aunque recientemente el ministro brasileño de Seguridad Pública, Raul Jungmann, aseguró que la principal hipótesis apunta a la milicia (grupos paramilitares en su mayoría formados por expolicías).

Franco era una destacada líder en favor de los derechos humanos, de la mujer, la población negra y el colectivo LGTB, y durante su mandato denunció repetidamente los excesos policiales, sobre todo en favelas y periferias de la ciudad.

La República


Cinco Projetos de Lei de Marielle Franco são aprovados pela Câmara Municipal do Rio

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em sessão extraordinária realizada na tarde desta quarta-feira (2), aprovou cinco dos sete Projetos de Lei (PLs) da vereadora Marielle Franco (Psol), assassinada em março. Além dos projetos de Marielle, os parlamentares também aprovaram o projeto de lei, de autoria das seis vereadoras da Câmara, que passa a nomear a Tribuna do Palácio Pedro Ernesto com o nome de Marielle Franco

A votação começou com cerca de duas horas de atraso devido a uma reunião dos vereadores do campo progressista com os outros parlamentares para alinhar o parecer favorável à maioria dos projetos de Marielle. O projeto 72/2017 que institui o ‘Dia da luta contra a homofobia, lesbofobia, bifobia e transfobia’ foi adiado para a votação por gerar polêmica entre os parlamentares.

Já o PL 642/2017, que institui a assistência técnica e gratuita para projetos e construção de habitação de interesse social para as famílias de baixa renda, não entrou em votação por questões burocráticas da própria Câmara. Alguns dos projetos aprovados passarão por votação de emenda nas próximas semanas.

O vereador Tarcísio Motta (Psol) destacou que o acordo estabelecido com outros parlamentares foi a sessão extraordinária para votar os projetos de Marielle. Segundo ele, houve resistência de parlamentares fundamentalistas à PLs que tratavam de questões de gênero, mas, mesmo assim, foi de comum acordo que os projetos fossem colocados em votação.

“São as ideias dela concretizadas em projetos de lei que podem mudar a vida das pessoas. Essa é a importante resposta dada em conjunto pela Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. Vamos pressionar para aprovar em segunda discussão e também para que o prefeito Marcelo Crivella sancione e implemente as leis”, destacou Motta.

Espaço Coruja

Entre os projetos de Marielle, o PL 17/2017, conhecido como Espaço Coruja, que cria o espaço infantil noturno para atender à demanda de famílias que tenham suas atividades profissionais ou acadêmicas concentradas à noite foi um dos mais comemorados. A viúva de Marielle, a arquiteta Mônica Benício, ressaltou que o projeto era um dos mais defendidos pela vereadora.

“Esse foi um projeto que eu vi a Marielle construir com muita afetividade. Não sei se por tocar no fato dela ter sido mãe cedo. Ela teve que interromper os estudos para garantir a maternidade e depois retomar os estudos para entrar na Universidade. Acredito que ela ficaria muito feliz hoje vendo esta aprovação”, disse.

A aprovação dos projetos da vereadora foi comemorada pelo público presente que encheu as duas galerias do Plenário. O público entoou palavras de ordem para repudiar o posicionamento dos vereadores que se opuseram aos projetos de lei.

Brasil de Fato