El gobierno investigará apagón masivo que dejó sin luz a millones de usuarios en 25 estados

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Brasil sufrió un apagón masivo en 25 estados y el gobierno pedirá investigar las causas

El gobierno de Brasil dijo que pedirá a la Policía Federal una investigación por el masivo apagón que afectó este martes a casi todo el país durante alrededor de seis horas.

«Estoy absolutamente convencido de que el Operador Nacional del Sistema (ONS) no puede decir todavía si estos hechos fueron eminentemente técnicos, o si también hubo error humano o incluso dolo», afirmó el ministro de Minas y Energía, Alexandre Silveira.

En conferencia de prensa, Silveira explicó que el sector es «altamente estratégico, sensible y fundamental» y reveló que el Ejecutivo solo tiene información de una sobrecarga en una línea de transmisión de energía en Ceará, lo que provocó el colapso del sistema en las regiones Norte y Nordeste.

Cuando esto ocurrió, el ONS moduló la carga que estaba siendo enviada al Sur, Sudeste y Centro-Oeste, como una forma de protección, lo que provocó que la energía se redujera en estas regiones.

Hubo al menos 16.000 megavatios (MW) de cortes de energía.

Corte del 25% del sistema

Antes de la conferencia, el ministro había informado que el sistema nacional de energía «fue restablecido a las 14.30, faltando ajustes puntuales que tienen que realizar las empresas distribuidoras en algunas ciudades».

El apagón empezó a las 8.30, cuando el corte en casi el 25 por ciento del total del sistema generó cortes en varios puntos, aunque ya a las 9 empezó a normalizarse la situación y cerca del mediodía ya se había recuperado la energía en el sur, sureste y centro-oeste del país, según la agencia estatal de noticias Brasil.

Además de las investigaciones internas del ONS y de la Agencia Nacional de Energía Eléctrica (Aneel), el Gobierno pidió al Ministerio de Justicia y Seguridad Pública que la Policía Federal y la Agencia Brasileña de Inteligencia (Abin) investiguen en detalle el hecho.

Según Silveira, la ONS aún evaluará si hubo otro evento al mismo tiempo, en otra parte del país.

«El único evento que se puede decir es este de Ceará. Todavía no hay otro evento señalado por el ONS, pero se supone que tuvimos un segundo evento que provocó este hecho de esta magnitud», reseñó.

«Gracias a la robustez de nuestro sistema, para que ocurra un evento de esta magnitud, debe haber una redundancia de hechos relevantes», dijo, según la estatal Agencia Brasil.

De acuerdo con el MME, en las regiones Sur, Sureste y Centro Oeste, la energía retornó alrededor de una hora después de la interrupción y en las regiones Norte y Noreste, el suministro se restableció por completo a las 14:49.

El apagón llegó a 25 estados y al Distrito Federal. El único estado que no se vio afectado fue Roraima, que no forma parte del Sistema Interconectado Nacional. Alrededor de 27 millones de personas se vieron afectadas, lo que representa un tercio de los consumidores brasileños.

El apagón provocó problemas en el metro de ciudades como San Pablo y Salvador de Bahía y caos en las calles de otras capitales porque los semáforos dejaron de funcionar, pero en general se trató de incidentes de escasa gravedad.

Ámbito Financiero


Apagão: ministro não descarta ‘dolo’ e ataca privatização da Eletrobras

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta terça-feira (15), que o apagão que deixou 25 Estados e o Distrito Federal sem energia nesta manhã foi evento “extremamente raro” e que “não tem nada a ver com a segurança energética do Brasil”. Ele também anunciou que vai pedir ao Ministério da Justiça, à Polícia Federal e à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que investiguem as causas do apagão.

“Para acontecer um evento dessa magnitude, nós temos que ter tido dois eventos concomitantes em linhas de transmissão de alta capacidade”, disse o ministro. “Um dos eventos já apontados pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) aconteceu no Norte do Nordeste, mais precisamente na região do Ceará. O outro evento possível ainda não está detectado pelo ONS”, completou Silveira.

“Houve sobrecarga no Ceará, o que fez o sistema entrar em colapso na região, com uma perda abrupta na carga. A ONS reagiu, modulou a carga para Sul e Sudeste e fez a carga ser reduzida para proteger o sistema”, explicou o ministro. “Exatamente às 14h49 nós tivemos 100% do sistema restabelecido”.

Silveira afirmou que o ONS deve apontar, em até 48 horas, a localização do segundo evento que comprometeu o funcionamento do sistema. No entanto, ele disse que, pela sua característica “técnica”, o ONS não é capaz de identificar se os eventos “foram eminentemente técnicos ou se houve também falha humana ou até dolo”. Daí a necessidade de abrir um inquérito policial para investigar as causas do apagão.

Privatização

Na entrevista coletiva, o ministro foi provocado a comentar a postagem da primeira-dama, Janja Lula da Silva. No Twitter, ela lembrou que a Eletrobras foi privatizada no ano passado. Silveira ressaltou que o setor elétrico é estratégico para a segurança do país – inclusive energética e alimentar –, e que, portanto, não deveria ser privatizado.

“A minha posição é de que a privatização da Eletrobras fez muito mal. Em especial no modelo em que ocorreu, ela fez, sim, mal ao sistema. A Eletrobras era o braço operacional do sistema elétrico brasileiro, empresa responsável por mais de 40% da transmissão nacional e mais de 36% da geração do país.

Para ele, a postagem de Janja nada mais é do que uma “afirmativa textual”. “A Eletrobras foi privatizada em 2022. Eu vou além disso: ela foi privatizada às vésperas de uma eleição, em ano eleitoral. Portanto, eu vejo apenas como uma manifestação natural e real de um fato que aconteceu e que gera instabilidade para o setor elétrico nacional. (…) Realmente os brasileiros perderam muito com a privatização da Eletrobras”.

Troca de comando

Nesse sentido, o ministro reclamou que ficou sabendo da troca no comando da Eletrobras somente pela imprensa. Ivan de Souza Monteiro, que era o presidente do conselho de administração, foi eleito nesta terça pelos conselheiros para assumir o cargo, após Wilson Ferreira pedir demissão. Silveira ressaltou que o governo ainda detém 43% das ações da Eletrobras, e que não queria ser “consultado”, mas que pelo menos fosse colocado “a par” das mudanças.

“Essa mudança abrupta, sem uma sinergia com a política pública, sem uma sinergia com as nossas (empresas) vinculadas, reafirma o que eu tenho dito: a privatização tirou a possibilidade de termos um sistema mais harmônico. É uma posição que já externei diversas vezes. E essa mudança, da forma que ela foi feita, reafirma que a privatização fez mal sim ao Brasil”.

Rede Brasil Atual

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