Brasil | Lula da Silva promulga el acuerdo de libre comercio entre el Mercosur y la Unión Europea
Brasil oficializó el acuerdo Mercosur-Unión Europea y comenzará a aplicarse desde mayo
La firma del decreto se realizó en el Palacio de Planalto, en Brasilia, y representa un nuevo avance institucional para la implementación del entendimiento comercial entre ambos bloques. Según lo previsto, el acuerdo comenzará a aplicarse de manera gradual desde el primero de mayo, con una reducción progresiva de aranceles.
Durante el acto, Lula defendió el tratado como una señal de respaldo al multilateralismo y destacó el extenso proceso de negociaciones que demandó más de 25 años.
Lula considera que el Acuerdo de Libre Comercio con la Unión Europea es una alternativa frente a los aranceles de EEUU.
El pdte. firmó el decreto de promulgación del Acuerdo este martes. El tratado entra en vigor parcial a partir del 1º de mayo, aunque aún no tenga aprobación… pic.twitter.com/Xgj2UkDcbo
— Nacho Lemus (@LemusteleSUR) April 28, 2026
“El acuerdo se hizo a hierro, sudor y sangre, porque hay muchos intereses que intentan impedir que Brasil crezca y dispute espacio”, sostuvo el mandatario brasileño durante la ceremonia oficial.
Además, vinculó el avance del entendimiento con el actual escenario internacional y cuestionó las políticas comerciales impulsadas por Donald Trump. Según afirmó, el acuerdo representa una respuesta conjunta frente a medidas unilaterales y una defensa de la cooperación internacional entre países.
El tratado había sido firmado el 17 de enero en Paraguay y contempla la reducción o eliminación gradual de aranceles sobre más del 90 por ciento del intercambio comercial entre ambos bloques.
El acuerdo integrará un mercado de más de 700 millones de personas al conectar al Mercosur -integrado por Brasil, Argentina, Paraguay y Uruguay, con Bolivia en proceso de adhesión plena- con la Unión Europea.
El entendimiento también es observado como una plataforma para futuras negociaciones comerciales internacionales. Lula mencionó que podría servir como antecedente para avanzar en acuerdos con países y regiones como Singapur, Canadá y Colombia.
Especialistas señalaron que el acuerdo podría generar impactos significativos en sectores industriales, agroexportadores y comerciales de América del Sur y Europa, aunque todavía persisten debates internos en distintos países sobre las condiciones de implementación y competencia económica.
CNI: acordo Mercosul–UE zera tarifas de 80% das exportações a Europa
Wellton Máximo
Entra em vigor nesta sexta-feira (1º) o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, com impacto direto nas exportações brasileiras. Segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% dos produtos vendidos pelo Brasil ao bloco europeu passam a ter tarifa de importação zerada nesta fase inicial.
Sem tarifas da União Europeia, as empresas brasileiras poderão vender a maior parte de seus produtos para a Europa sem pagar impostos de entrada, o que reduz custos e aumenta a competitividade frente a concorrentes de outros países.
O acordo cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, conectando um mercado de mais de 700 milhões de consumidores. Segundo a CNI, mais de 5 mil produtos brasileiros terão tarifa zero imediatamente, incluindo itens industriais e agrícolas.
O que muda para as exportações brasileiras
Hoje, muitos produtos exportados pelo Brasil enfrentam tarifas ao entrar no mercado europeu, o que encarece o preço final e dificulta a concorrência. Com o acordo, essas barreiras começam a ser eliminadas.
Dos 2.932 produtos que terão tarifas zeradas já no início:
• Cerca de 93% (2.714) são bens industriais
• Os demais incluem itens do setor alimentício e matérias-primas
Isso tende a favorecer principalmente a indústria brasileira, que ganha acesso mais competitivo a um dos mercados mais exigentes e relevantes do mundo.
Setores mais beneficiados
Entre os setores que mais devem sentir o impacto positivo estão:
• Máquinas e equipamentos (21,8% dos 2.932 produtos com redução imediata);
• Alimentos (12,5%);
• Metalurgia (9,1%);
• Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (8,9%);
• Produtos químicos (8,1%).
No caso do setor de máquinas e equipamentos, quase 96% das exportações brasileiras para a Europa passam a entrar sem tarifa. Isso inclui produtos como compressores, bombas industriais e peças mecânicas.
Na área de alimentos, centenas de itens também terão tarifa zero, ampliando o espaço para produtos brasileiros no mercado europeu.
Por que o acordo é importante
O acordo é considerado estratégico porque amplia significativamente o alcance comercial do Brasil. Atualmente, países com os quais o Brasil tem acordos comerciais representam cerca de 9% das importações globais. Com a entrada da União Europeia, esse número pode saltar para mais de 37%.
Além disso, o tratado traz mais previsibilidade para as empresas, com regras claras sobre comércio, compras governamentais e padrões técnicos.
Implementação gradual
Apesar do impacto imediato, nem todos os produtos terão tarifas zeradas de uma vez. Para itens considerados mais sensíveis, a redução será feita de forma gradual:
• Em até 10 anos na União Europeia
• Em até 15 anos no Mercosul
• Em alguns casos específicos, como novas tecnologias, o prazo pode chegar a 30 anos
Próximas etapas
A entrada em vigor marca apenas o início da implementação. O governo brasileiro ainda deve regulamentar detalhes como a distribuição de cotas de exportação entre os países do Mercosul.
Além disso, entidades empresariais dos dois blocos devem criar um comitê para acompanhar a aplicação do acordo e ajudar empresas a aproveitar as novas oportunidades.
