Brasil | Lula da Silva recibe 68 demandas de sindicatos brasileños e insta a movilizarse para poner fin a la escala 6×1
Lula da Silva recibió 68 demandas de sindicatos e instó a movilizarse para poner fin a la escala 6×1
El presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva recibió 68 demandas de sindicatos brasileños, luego d enviar al Congreso el proyecto de ley para reducir la semana laboral a un máximo de 40 horas, y el fin de la escala 6×1.
La petición llegó junto a una movilización, declarada la «marcha de la clase trabajadora» en la Esplanada de los Ministerios, donde Lula se dirigió a los líderes sindicales que presentaron la demanda en un encuentro en Planalto.
Mais qualidade de vida. Reduzir a jornada e acabar com a escala 6×1 é garantir que trabalhadores e trabalhadoras tenham tempo para a família, para o descanso e para o lazer.
Quem move o Brasil precisa de dignidade, saúde e condições justas de trabalho. 🇧🇷
📸 @ricardostuckert pic.twitter.com/55Ivfn7CiN
— Lula (@LulaOficial) April 15, 2026
El mandatario brasileño dijo que es necesario movilizar a los trabajadores para que aprueben la reducción de las horas de trabajo enviadas al Congreso.
“No puedes abdicar de tu sagrada responsabilidad de luchar por los trabajadores que representas”, dijo Lula, mientras precisó que “no hay un momento fácil. Siempre es mucho sacrificio. Y cada vez que enviamos algo para que sea aprobado en el Congreso, necesitamos saber que tienes que ayudar”.
De igual manera, el mandatario Lula rindió homenaje al activista y exempleado Rick Azevedo, quien creó el movimiento Life Beyond Work y que acabó dando lugar al proyecto de reducción de horas laborales.
Miles de trabajadores de São Paulo marcharon en la Av. Paulista este miércoles para pedir el fin de la escala laboral 6×1.
Lula envió el proyecto por la reducción de la jornada laboral al Congreso. El gobierno confía en que sea aprobado en hasta 3 meses.
Ft: @guifrodu pic.twitter.com/FRXxYvifA7
— Nacho Lemus (@LemusteleSUR) April 16, 2026
Azevedo al sufrir depresión con exceso de trabajo y poco descanso, publicó el 13 de septiembre de 2023 un vídeo en TikTok enfadado y denunciando el modelo de trabajo de seis días consecutivos por solo un día libre y el vídeo se hizo viral.
El presidente incluso sugirió que, si se aprueba la ley, debería llevar el nombre del activista.
La oposición al gobierno de Lula da Silva solicitó vistas este miércoles para el análisis de los Proyectos de Enmienda a la Constitución que buscan poner fin a la escala laboral de 6×1. De esta forma, el debate en la Comisión de Constitución y Justicia de la Cámara de Diputados… pic.twitter.com/q58ou4i4K8
— André Vieira (@AndreteleSUR) April 15, 2026
Por su parte, y avizorando el futuro inmediato sobre los desafíos laborales y sociales, el coordinador del Foro de Centrales Sindicales, Clemente Ganz, explicó que la agenda de 68 demandas presentadas al presidente se refiere a los próximos cinco años.
“Las mujeres y los jóvenes serán los más afectados por la inteligencia artificial y la innovación tecnológica, según los últimos estudios de la OIT. Tenemos el cambio climático y la emergencia medioambiental con un impacto en el mundo laboral”, refirió.
Lula pede mobilização a centrais sindicais para fim da escala 6×1
No dia seguinte ao envio ao Congresso Nacional do projeto de lei de redução de jornada para no máximo 40 horas semanais (e fim da escala 6×1), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no Palácio do Planalto, 68 reivindicações de representantes das centrais sindicais que participaram, nesta quarta (15) em Brasília, da “marcha da classe trabalhadora” na Esplanada dos Ministérios.
Na ocasião, o presidente, ao se dirigir aos dirigentes sindicais, disse que é necessária mobilização e pressão dos trabalhadores para aprovação da redução de jornada enviada ao Congresso.
“Vocês não podem abdicar da sagrada responsabilidade de vocês de lutar pelos trabalhadores que vocês representam”, afirmou. Lula falou que o período é desafiador “Não tem tempo fácil. É sempre muito sacrifício. E cada vez que a gente manda uma coisa para aprovar no Congresso, é preciso saber que vocês têm que ajudar”, justificou.
Burnout
Lula, no evento, homenageou o ativista e ex-balconista Rick Azevedo, que criou o movimento Vida Além do Trabalho, e que acabou dando origem ao projeto de redução de jornada. O presidente chegou a sugerir que, se a lei for aprovada, tenha o nome do ativista.
Ao presidente, Azevedo recordou que teve burnout e depressão com o excesso de trabalho e pouco descanso. “Em 13 de setembro de 2023, eu falei: ‘chega’… Então eu postei um vídeo no TikTok revoltado e denunciando esse modelo de trabalho de seis dias consecutivos para apenas um dia de folga. E o vídeo viralizou”, recordou.
Críticas a retrocessos
Lula aproveitou o encontro com as centrais para criticar as aprovações das reformas Trabalhista (2017) e da Previdência (2019) e também outras, que ele considera retrocessos para a classe trabalhadora.
Para o presidente, a luta dos trabalhadores é mais dura para as centrais sindicais neste momento. Ele ainda alertou que há grupos no Brasil de oposição que defendem reforma semelhante à que foi realizada na Argentina (que incluiu a possibilidade de aumento da jornada para 12 horas diárias de trabalho).
Momento de transformação
Os representantes das centrais sindicais celebraram a decisão do governo de enviar o projeto que acabaria com a escala 6×1. Um deles foi o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, que citou a possibilidade de haver mais mercado de trabalho com a redução de jornada. “Essa medida gera 4 milhões de empregos”, disse.
Para o presidente da CTB, o Brasil tem uma capacidade de se recolocar com uma nova indústria voltada para uma sustentabilidade socioambiental e também pelos processos de desregulamentação. Ele citou o risco altíssimo da pejotização, termo usado para quando um profissional é contratado como pessoa jurídica, mas atuando com funções próprias que deveriam ser regidas pela CLT.
Outro representante que tratou dos temas da necessidade de manutenção dos direitos e da redução de jornada foi o presidente da Força Sindical, Miguel Torres. Ele celebrou que a marcha mobilizou mais de 20 mil trabalhadores. Torres disse que o projeto já está maduro para entrar em vigor.
“É mais tempo para a família, para a saúde para o lazer, para estudar e para a pessoa”.
Transformações
O coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz, explicou que a pauta de 68 reivindicações apresentada ao presidente refere-se aos próximos cinco anos. Para Ganz, as categorias devem ter capacidade de olhar o mundo do trabalho em profunda transformação, com mudanças tecnológicas, que impactam o mundo do trabalho como um todo.
“Mulheres e jovens serão os mais impactados pela inteligência artificial e pela inovação tecnológica, segundo os últimos estudos da OIT. Nós temos a mudança climática e a emergência ambiental com impacto sobre o mundo do trabalho”, afirmou.
O presidente da União Geral dos Trabalhadores, Ricardo Patah, citou a necessidade de proteger trabalhadores por aplicativo e entregadores. “É fundamental se preocupar com a vida, com a saúde e com a juventude, que significa o futuro do nosso país”, afirmou.
Também no evento, a presidenta da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Sônia Zerino, afirmou que a pauta da classe trabalhadora deve incluir o combate ao feminicídio. “Nós precisamos fazer esse combate conscientizando a população pela educação”.
