Brasil al ballotage: Marina condiciona apoyo a Neves y Dilma resalta programas sociales de su gestión

Marina só vai anunciar apoio se Aécio aceitar propostas, diz vice na chapa

O candidato a vice na chapa de Marina Silva à Presidência de República, Beto Albuquerque (PSB-RS), afirmou nesta quinta-feira (9) que a ex-senadora anunciará apoio ao candidato do PSDB, Aécio Neves, se o tucano concordar em incorporar propostas ao seu programa de governo.

Albuquerque participou, em Brasília, de uma reunião com representantes das legendas que formaram a coligação de Marina na eleição deste ano. O encontro vai discutir o apoio de cada partido no segundo turno. PSB e o PPS já formalizaram que vão ficar ao lado de Aécio. Nesta quarta (8), o grupo político de Marina, a Rede Sustentabilidade, recomendou aos seus militantes voto branco, nulo ou em Aécio no segundo turno.

“A Marina quer se pronunciar a partir do momento em que a coligação do Aécio disser concordar ou não com os acordos programáticos que nós vamos oferecer a ele. A partir daí ela poderá se pronunciar junto à Rede. E os demais partidos, nós vamos conversar hoje para saber o tempo de cada partido e seus propósitos nesta negociação”, disse Albuquerque.

“Ela só poderá e só se manifestará, segundo ela acabou de me informar, mediante o posicionamento do Aécio sobre os pontos de programa que nós vamos sugerir a ele. Aí ela vai se pronunciar”, completou.

O porta-voz da ex-senadora, Walter Feldman, afirmou que Marina não compareceu à reunião em Brasília para “não tirar protagonismo de partidos”

Segundo Feldman, não é possível antecipar qual será a decisão de Marina sobre o apoio no segundo turno, e que a ex-senadora quer, primeiramente, saber qual será o posicionamento dos partidos que compuseram sua coligação no primeiro turno.

“Não vamos antecipar a decisão, porque eu não sei qual vai ser o depoimento dela. O que eu consigo agora é sintetizar o posicionamento da Rede. Só lembrando que a Marina é candidata da coligação. É claro que ela vai levar em conta a posição da Rede, mas ela quer receber o posicionamento dos outros partidos”, disse.

Após a reunião em Brasília, Beto Albuquerque anunciou a jornalistas a decisão de cada partido que compõe a coligação de Marina na disputa pela Presidência. Conforme o candidato a vice na chapa formada com a ex-senadora, o PSB e o PPS mantiveram o posicionamento de apoiar Aécio Neves. O PRP, PHS e PSL estão “no caminho” de apoiar o candidato do PSDB. O PPL não se posicionará neste momento.

“Nós nos mantemos unidos, embora com alguma diferença programática ou de posição, e achamos muito importante esse esforço de mantermos nossa unidade. Tão logo o candidato Aécio receba da Rede, com nossa presença, um documento, a nossa candidata Marina Silva então adotará sua posição pessoal”, afirmou.

Em São Paulo, a assessoria de imprensa de Marina informou que entre os pontos que ela considera essenciais de serem incorporados por Aécio estão: não alterar a maioridade penal, destinar 10% do PIB para a educação, investir em escolas em tempo integral e acabar com a reeleição.

Posicionamento ‘fora do muro’
Segundo Feldman, o posicionamento da Rede de apoiar o voto em branco, nulo ou em Aécio mostra que o grupo político de Marina tem posicionamento “fora do muro”.

“A Rede tem um consenso absoluto, manifesto, de dizer não ao governo atual e ser a favor das mudanças que o Brasil deseja realizar. Mas interpreta  que tem setores que desejam mudanças não através do voto direto em um dos candidatos que hoje simbolizam a polarização. É uma manifestação fora do muro, manifesta, expressiva, ao lado da mudança que o Brasil precisa”, disse.

Programa de Aécio
O candidato do PSDB já chegou a afirmar ter “convergência” com o programa de Marina Silva. Segundo Beto Albuquerque, as propostas que devem ser apresentadas a Aécio Neves passam por pontos específicos como reforma politica.

Segundo Albuquerque, pode ser que o PSB apresente ainda nesta quinta as propostas ao candidato tucano. Na avaliação do candidato a vice na chapa de Marina, o partido não quer “reescrever” o plano de Aécio.

“Se a gente conseguir chegar a uma convergência nessa reunião [em Brasília], apresentaremos ainda hoje [as propostas] à coordenação de programa de governo do Aécio, para que ele possa se pronunciar diante das propostas que nós vamos fazer. […] A nossa ideia não é reescrever o programa do Aécio, nós vamos incorporar algumas ideias do nosso programa, pois a candidatura do Aécio foi quem passou para o segundo turno”, completou.

O Globo

 

Dilma defende política do salário mínimo e critica propostas do PSDB

A candidata do PT à reeleição, presidenta Dilma Rousseff, defendeu hoje (9) os atuais programas sociais e a política de valorização do salário mínimo e criticou as propostas do adversário Aécio Neves (PSDB) para o tema. Dilma classificou de “escândalo” a ideia de reduzir o poder de compra do salário mínimo para compensar outros problemas da economia.

“Eles implicam com salário mínimo. Implicar com o salário mínimo é a maior característica desse senhor (Arminio Fraga) que foi presidente do Banco Central durante o governo de Fernando Henrique e que agora é aquele que aparece como sendo o eventual futuro ministro da Fazenda, que não vai ser. Ele acha que para resolver os problemas, eles têm que diminuir o salário mínimo. Isso é um escândalo. É a típica proposta que fez com que esse país quebrasse três vezes”, disse em discurso durante ato político em Salvador.

Ao lado do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), do governador eleito, Rui Costa (PT), e de outras lideranças do estado, Dilma disse que os governos do partido adversário nunca tiveram políticas para o desenvolvimento da região Nordeste. “Eles nunca tiveram um projeto para essa região. Nunca olharam para ela, deixaram anos e anos a fio sem investimento em infraestrutura, sempre usaram e abusaram da indústria da seca e não tentaram resolver o problema de fundo, que era garantir água, não de emergência, mas fazer com que o Nordeste convivesse com a seca, como nós estamos fazendo.”

A candidata também criticou declarações de lideranças do PSDB que associaram os votos no primeiro turno a candidatos do PT, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, a eleitores “pobres e menos informados”. “Quando querem atribuir a minha votação e o primeiro lugar que obtive, falam: ‘Ah, votaram nesse projeto porque as pessoas que votaram não são qualificadas, são desinformadas, não sabem o que estão fazendo’. Não só agradeço, mas respeito extremamente essas pessoas, esses cidadãos que votaram em mim”.

A candidata disse que, no próximo dia 26 estarão em confronto dois projetos distintos para o país e que o do PT “diz que o Brasil tem que ser governado para todos os brasileiros, olhando com prioridade, com cuidado, para aqueles que mais precisam”.

Dilma criticou o adversário por apontar ter sido o criador das ideias em que se baseiam atuais programas sociais, como o Bolsa Família. “A pergunta que não quer calar e que todos fazemos: por que eles não fizeram isso antes, quando puderam? O que explica que nunca fizeram um programa como o Minha Casa, Minha Vida? Ousam dizer que fizeram o Bolsa Família. O Bolsa Família deles era para muito poucos, o nosso é para mais de 50 milhões de pessoas.”

Depois do ato político, Dilma seguiu para o Largo de Roma, para visitar um monumento em homenagem à Irmã Dulce e, em seguida, a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, tradicional ponto turístico da capital baiana. A candidata do PT começou a campanha do segundo turno pelo Nordeste. Antes de Salvador, Dilma esteve em Teresina e João Pessoa e hoje ainda terá compromissos de campanha em Aracaju, onde participará de carreata e encontro com lideranças políticas estaduais. No primeiro turno, a candidata obteve mais de 59% dos votos dos eleitores nordestinos.

Rede Brasil Atual

Ibope e Datafolha: Aécio tem 46% e Dilma, 44%

Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira sobre o segundo turno das eleições presidenciais mostra Aécio Neves e Dilma Rousseff tecnicamente empatados, dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Segundo o instituto, o candidato tucano tem 46% das intenções de voto, contra 44% da petista. Votos brancos e nulos são 6%; indecisos, 4%.

O Ibope fez a simulação do segundo turno levando em conta apenas os votos válidos, ou seja, eliminando os brancos e nulos. Nesse caso, Aécio Neves tem 51% e Dilma, 49%, também um empate técnico dentro da margem de erro.

O Datafolha também divulgou a pesquisa para o segundo turno. Os números são iguais aos do Ibope, só divergindo nos votos brancos e nulos e indecisos.

Segundo este instituto, Aécio tem 46% e Dilma, 44%. Brancos e nulos, 4%; indecisos, 6%.

Levando em conta os votos válidos, Aécio tem 51% e Dilma, 49%.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores entre quarta e quinta-feira. Já o Datafolha ouviu 2.879 eleitores, também entre quarta e quinta.

Primeiro turno

No primeiro turno, a presidente Dilma obteve 43.267.668 dos votos válidos (41,6%). Aécio ficou com 34.897.211 votos (33,5%). Nas próximas semanas, as duas campanhas disputarão principalmente os 22.176.619 votos que foram para Marina Silva (PSB).