Protesta en Amazonas a favor de la democracia contra Jair Bolsonaro y el racismo

Manifestantes ‘tomam’ avenida Djalma Batista em protesto a favor da Democracia

Manifestação acontece de forma pacífica e segue em direção à Arena da Amazônia, com palavras de ordem contra o presidente Jair Bolsonaro e contra o racismo.

O sol da tarde desta terça-feira (2) acompanhou os manifestantes que foram às ruas a favor da democracia e contra o fascismo, no ato que percorre a avenida Djalma Batista, na Zona Centro-Sul de Manaus. O protesto, organizado pelas redes sociais, saiu por volta das 14h e marcha em direção à Arena da Amazônia, de maneira pacífica.

As equipes de organizadores proferiram palavras de ordem contra o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, a favor da preservação da Amazônia e contra o racismo. Em voz alta, também foram ditas as regras de segurança que deveriam ser mantidas ao longo do percurso.

Entre elas, as recomendações de distanciamento entre os manifestantes, que deveria ser de 1,5m, além do pedido para que não fossem respondidos os posicionamentos contra a manifestação que vinham dos carros em forma de buzina e gritos.

O estudante universitário Abraão Leite, segurava uma placa pedindo a saída do presidente da República e disse que decidiu participar do manifesto por sentir-se insatisfeito com os movimentos antidemocráticos que segundo ele mascaram uma política que oprime as minorias.”Eu acredito que é fazendo esse tipo de movimento que nós iremos fazer a diferença”, afirmou o estudante.

Questionada sobre a manifestação ocorrerem em meio à pandemia da Covid-19, uma das organizadoras do evento, Shirley Abreu, esclareceu que foram disponizados álcool em gel e máscaras para os participantes da passeata, que apesar de ser apartidária, defende a saída do presidente Jair Bolsonaro do poder.

“Que fique claro, nós somos a favor do distanciamento social, mas não tem.como na situação que o país está vivendo a gente, hoje, ser contra isso [o protesto], quando há desmandos e um governo que pede a volta da ditadura [militar]”, ressaltou a Shirley.

No início, o ato também contou com uma intervenção artística, na qual os manifestantes deitaram no chão formando uma cruz para lembrar a morte da ex-vereadora Marielle Franco, do cacique Francisco Souza, dos jovens Douglas Rodrigues e João Pedro (mortos em maio deste ano durante operações policiais nas favelas do Rio de Janeiro) e de George Floyd (homem negro morto asfixiado por um policial branco nos Estados Unidos).

O movimento pró-democracia é uma continuidade dos levantes populares do último domingo (31), que ocorreram na avenida Paulista, na cidade de São Paulo, feitos por torcidas organizadas de times de futebol.

O levante iniciou em resposta a um grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, nomeado de ‘300 do Brasil’, que marcharam em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, com tochas que lembravam o grupo extremista Ku Klux Klan, que prega o ódio à população negra.

No Brasil, os ‘300’ pediam o fechamento do Congresso Nacional e do STF e um nov Ato Institucional 5, medida mais dura adotada pela Ditadura Militar brasileira.

A Crítica


Em defesa da democracia, manifestantes gritam contra o discurso de ódio em Manaus

Com gritos de “fora Bolsonaro”, “Bolsonaro é miliciano” e “parem de nos matar”, manifestantes ocuparam a Avenida Djalma Batista, zona centro-sul de Manaus, no início da tarde desta terça-feira, 2, na manifestação ‘Amazonas Pela Democracia’. O protesto faz parte de um conjunto de atos contra o racismo e ataques à democracia que ganharam força nos últimos dias com protestos em outros estados como São Paulo, Rio e Minas Gerais.

Na caminhada, os participantes, vestidos de preto, exibiram cartazes com mensagens condenando atos de racismo, discriminação e a violência contra pessoas negras. “Vidas Negras Importam” era uma das frases, que ganhou repercussão internacional com as manifestações nos EUA, após a morte de George Floyd por um policial branco.

Foto: Murilo Rodrigues/ATUAL

Citaram como exemplos nas faixas nomes de brasileiros como o de João Pedro Matos Pinto, 14, morto a tiros durante uma operação policial enquanto brincava com os primos em casa no final do mês passado, e o da ex-vereadora Marielle Franco, morta a tiros dentro de um carro em 2018, ambos os casos no Rio de Janeiro.

Outras pautas também foram abordadas como o combate ao feminicídio e a perseguição aos integrantes do movimento LGBT. Durante a passeata, integrantes do movimento organizavam os participantes para que mantivessem o distanciamento e utilizassem máscaras de proteção contra a Covid-19.

Foto: Murilo Rodrigues/ATUAL
Foto: Murilo Rodrigues/ATUAL

Em alguns momentos, um grupo de pessoas se deitava no asfalto com cartazes e blusas brancas manchadas de vermelho simbolizando a morte de minorias no país.

A maioria dos participantes é de jovens que se organizaram através das redes sociais e reúne diferentes grupos de pensamento, disse Mateus Castro, 20, estudante de Administração e um dos organizadores da manifestação.

“O movimento ‘Amazonas Pela Democracia’ surgiu de uma insatisfação popular muito grande para com o governo do presidente Jair Messias Bolsonaro. Surgimos nas redes sociais, somos uma iniciativa totalmente orgânica. Muitos nos questionam sobre a participações partidárias, acredito eu que tenham sim pessoas com alguma filiação partidária, porém não são maioria. A grande maioria é da sociedade civil que se revolta contra os ataques que a nossa democracia vem sofrendo”, afirma.

A caminhada foi acompanhada por policiais e agentes de trânsito. O movimento seguiu pacífico, com pequenos tumultos provocados por motoristas que paravam buzinando em apoio ou xingando os manifestantes.

Nesta segunda-feira, 1º, ameaças foram trocadas entre o delegado João Tayah e o capitão da PM Paulo Cheik que afirmaram que iriam usar ‘balas de borracha’ e ‘balas .40’ um contra o outro no protesto. Em nota, a SSP-AM informou que a Corregedoria Geral do Sistema de Segurança, assim como o Comando da Polícia Militar e a Delegacia Geral da Polícia Civil, foram comunicados para a adoção das providências cabíveis.

Amazonas Atual


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