Alberto Fernández y Jair Bolsonaro apuntan a fortalecer el Mercosur

1.476

Alberto Fernández en su primera charla con Jair Bolsonaro: “Hay que dejar las diferencias del pasado”

La fecha ayudó para romper el hielo: que el 30 de noviembre se conmemore el Día de la Amistad Argentino-Brasileña fue la “excusa” ideal para que Alberto Fernández y Jair Bolsonaro, después fuertes cruces basados en dos visiones del mundo completamente distintas, pudieran tener su primera charla por videoconferencia desde la residencia de Olivos. Es que hace 35 años, Raúl Alfonsín y José Sarney sentaron en Foz de Iguazú las bases del proyecto integrador más importante de la región que en 1991 derivó en la creación del Mercosur.

Del encuentro remoto entre ambos mandatarios también participó el propio expresidente de la restauración democrática brasileña José Sarney. El jefe de Estado argentino afirmó: “Es un día muy importante para Argentina y Brasil y para todo el continente” porque “por primera vez empezó a pensarse en la integración” y agregó: “Celebro este encuentro para darle al Mercosur el impulso que está necesitando y es imperioso que Brasil y Argentina lo hagan juntos”.

Además, el mandatario argentino bregó por dejar “las diferencias del pasado y encarar el futuro con las herramientas que funcionen bien entre nosotros” para “potenciar todos los puntos de acuerdo”.

En cuanto a la cooperación bilateral entre ambos países, Fernández indicó: “Seguimos avanzando en materia de seguridad y fuerzas armadas, y tenemos que trabajar juntos en el tema ambiental, que es un asunto que nos preocupa mucho. Debemos hacer un acuerdo de preservación”. Y añadió: “Tenemos oportunidades en el desarrollo para proveer de gas a Argentina y a Brasil”. Por su parte, el jefe de Estado brasileño destacó que “el Mercosur es nuestro principal pilar de integración”, al tiempo que pidió generar “mecanismos más agiles y menos burocráticos” en el marco del organismo multilateral.

También expresó su voluntad de avanzar en áreas de interés común, “en especial, en el ámbito del turismo”.

Agregó Bolsonaro: “Nuestras fuerzas armadas tienen una excelente integración. Fortaleceremos nuestra integración en las industrias de la defensa y avanzaremos en la lucha contra el narcotráfico y el crimen trasnacional”.

El presidente argentino estuvo acompañado por el ministro de Relaciones Exteriores, Comercio Internacional y Culto, Felipe Solá; y el embajador argentino ante Brasil, Daniel Scioli. Por parte de Brasil, participaron el titular de la cartera de Relaciones Exteriores, Ernesto Araújo, y el secretario de Asuntos Estratégicos, Flavio Viana Rocha. Brasil es el principal socio comercial de Argentina, y la cooperación bilateral también se da en ámbitos como el de la salud pública, para el que el país vecino permitió de manera excepcional la exportación de Midazolam, un insumo crítico para el tratamiento de pacientes con coronavirus en estado grave.

En el cierre de la ceremonia, el ex mandatario brasileño, José Sarney, deseó “éxito en el gobierno” al presidente Fernández y explicó: “Esta fecha fue elegida para recordar el comienzo del Mercosur, donde estábamos en búsqueda de crecer y formar un grupo competitivo a nivel internacional para ampliar la integración de nuestros países”.

Un 30 de noviembre de hace 35 años, Raúl Alfonsín y José Sarney sentaron en Foz de Iguazú las bases del proyecto integrador más importante de la región. Así nació la dinámica que en 1991 daría lugar al Mercosur.

Página 12


Por vídeo, Bolsonaro e Fernández fazem primeira reunião bilateral

O presidente Jair Bolsonaro teve nesta segunda-feira (30) a primeira reunião com o presidente da Argentina, Alberto Fernández. A conversa foi por videoconferência.

Foi a primeira agenda bilateral entre os dois chefes de estado. Ambos já participaram de encontros com outros presidentes, como as reuniões de cúpula do Mercosul.

A reunião desta segunda-feira, porém, ainda não havia sido incluída na agenda oficial de Bolsonaro até a última atualização desta reportagem. O G1 questionou o Planalto sobre o motivo de o compromisso não estar na agenda, mas não havia recebido resposta até a última atualização desta reportagem.

A conversa por vídeo ocorreu quase um ano após o início do governo de Fernández. O argentino tomou posse em 10 de dezembro de 2019. Bolsonaro não quis ir à posse. Na ocasião, o vice-presidente Hamilton Mourão representou o Brasil na cerimônia – foi a primeira vez desde 2003 que um presidente brasileiro não esteve na posse de seu par argentino.

A reunião ocorreu no Dia da Amizade entre os dois países, celebrado em 30 de novembro. Em 2020, comemora-se o 35º aniversário da reunião entre os presidentes José Sarney (Brasil) e Raúl Alfonsín (Argentina), realizada em 1985 em Foz do Iguaçu e que lançou as bases para a criação do Mercosul.

Bolsonaro fez a videoconferência no Palácio da Alvorada, em Brasília, acompanhado do ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e do secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência, Flávio Rocha. José Sarney (1985-1989) também participou da videoconferência, mas, pelas imagens divulgadas, não estava no mesmo local de Bolsonaro.

Fernández, por sua vez, estava na residência oficial de Olivos, ao lado do embaixador argentino no Brasil, Daniel Scioli, e do chanceler Felipe Solá.

Após a videoconferência, o governo argentino divulgou uma nota, na qual relatou que Fernández disse para deixar as “diferenças do passado e encarar o futuro com ferramentas que funcionem bem” de forma a potencializar “pontos de acordo”.

Fernandéz celebrou o encontro por, segundo ele, dar ao Mercosul o “impulso” que o bloco sul-americano (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) necessita e disse que Brasil e Argentina podem fazer isso juntos.

A nota também informou que houve uma cerimônia de celebração do Dia da Amizade entre os países. Segundo Fernández, foi há 35 anos que se começou a pensar na integração da América do Sul.

O governo argentino afirmou que os dois países avançam na cooperação em áreas como segurança e Forças Armadas e que há oportunidade para prover Argentina e Brasil com gás. Fernández, segundo a nota, ainda disse que o tema ambiental preocupa.

“Temos que trabalhar juntos o tema ambiental, que é um assunto que nos preocupa muito. Devemos fazer um acordo de preservação”, disse o argentino.

Conforme a nota, Bolsonaro destacou a importância do Mercosul, a necessidade de dar ao bloco mecanismos mais ágeis, a intenção de avançar na cooperação na área de turismo e na parceria entre as Forças Armadas de Brasil e Argentina para fortalecer o combate ao tráfico de drogas e demais crimes transnacionais.

Atritos

Bolsonaro e Fernández têm uma relação marcada por críticas, em especial do brasileiro, que se define como um político de direita, enquanto o peronista é um político de esquerda. O presidente argentino tem como vice a ex-presidente Cristina Kirchner, aliada dos governos petistas no Brasil.

O embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Scioli, articulou nos últimos meses a conversa entre Bolsonaro e Fernández. Ex-governador de Buenos Aires e vice-presidente de Néstor Kirchner, Scioli declarou, em agosto, que Fernández desejava deixar “desencontros” com Bolsonaro para trás.

Em 2019, Bolsonaro defendeu reiteradas vezes a reeleição do então presidente Mauricio Macri, de tendência liberal, que perdeu no primeiro turno para Fernandéz.

Bolsonaro chegou a dizer que, se Fernández fosse eleito, a Argentina se tornaria uma “nova Venezuela”, com êxodo de argentinos para o Rio Grande do Sul, assim como venezuelanos fugiram para Roraima.

Ainda na campanha, Fernandéz respondeu: “Em termos políticos, eu não tenho nada a ver com Bolsonaro. Comemoro enormemente que fale mal de mim. É um racista, um misógino, um violento”.

Mais tarde, Fernández disse que errou ao entrar no debate com Bolsonaro e que deveria trabalhar para preservar o vínculo entre os países vizinhos.

Bolsonaro, contudo, manteve as críticas após a posse do argentino, que governa um país que passa por uma longa crise econômica, agravada pela pandemia do novo coronavírus. Os dois presidentes divergem na estratégia. O argentino adotou quarentenas rígidas, enquanto Bolsonaro é crítico do isolamento social e do uso de máscara.

O argentino adotou quarentenas rígidas, enquanto Bolsonaro é crítico do isolamento social e do uso de máscara.

Por outro lado, eles convergem no sentido de não obrigar a população a tomar a futura vacina da Covid-19. Fernández afirmou na semana passada que a vacina será gratuita, mas não será obrigatória. Bolsonaro já disse ser contra a obrigatoriedade da vacina.

Em agosto, por exemplo, Bolsonaro criticou a gestão de Fernández e disse que isso é o que o povo argentino “merece”. O presidente brasileiro se referiu à Argentina para rebater críticas dos próprios apoiadores. Segundo ele, o mesmo aconteceu com Macri.

“O que aconteceu? Voltou a ‘esquerdalha’ da Cristina Kirchner. Tome conhecimento o que está acontecendo na Argentina. E detalhe: vi na imprensa hoje que o presidente vai legalizar o aborto na Argentina. Tá aí, povo argentino, lamento, é o que vocês merecem”, disse Bolsonaro na oportunidade.

G1


Comunicado Cancillería Argentina | Día de la Amistad Argentino-Brasileña: El Presidente encabezó un acto virtual junto a su par, Jair Bolsonaro

Lunes 30 de Noviembre de 2020
Información para la Prensa N°:
373/20

El presidente Alberto Fernández encabezó esta mañana, mediante una videoconferencia desde la residencia de Olivos, y junto a su par de Brasil, Jair Bolsonaro, la ceremonia por la celebración del Día de la Amistad Argentino-Brasileña, al conmemorarse el encuentro, hace 35 años, entre los exmandatarios Raúl Alfonsín y José Sarney en Foz de Iguazú.

Previamente, los jefes de Estado mantuvieron una conversación mediante videollamada.

Durante el acto, en el que también participó el propio expresidente brasileño Sarney, el jefe de Estado argentino afirmó: “Es un día muy importante para Argentina y Brasil y para todo el continente” porque “por primera vez empezó a pensarse en la integración del continente”, y aseguró: “Celebro este encuentro para darle al Mercosur el impulso que está necesitando y es imperioso que Brasil y Argentina lo hagan juntos”.

Además, bregó por dejar “las diferencias del pasado y encarar el futuro con las herramientas que funcionen bien entre nosotros” para “potenciar todos los puntos de acuerdo.”

En cuanto a la cooperación bilateral entre ambos países, Fernández indicó: “Seguimos avanzando en materia de seguridad y fuerzas armadas, y tenemos que trabajar juntos en el tema ambiental, que es un asunto que nos preocupa mucho. Debemos hacer un acuerdo de preservación”, y añadió: “Tenemos oportunidades en el desarrollo para proveer de gas a Argentina y a Brasil”.

Por su parte, el jefe de Estado brasileño destacó que “el Mercosur es nuestro principal pilar de integración”, al tiempo que pidió generar “mecanismos más agiles y menos burocráticos” en el marco del organismo multilateral. También expresó su voluntad de avanzar en áreas de interés común, “en especial, en el ámbito del turismo”.

Agregó: “Nuestras fuerzas armadas tienen una excelente integración. Fortaleceremos nuestra integración en las industrias de la defensa y avanzaremos en la lucha contra el narcotráfico y el crimen trasnacional”.

El Presidente argentino estuvo acompañado por el ministro de Relaciones Exteriores, Comercio Internacional y Culto, Felipe Solá; y el embajador argentino ante Brasil, Daniel Scioli. Por parte de Brasil, participaron el titular de la cartera de Relaciones Exteriores, Ernesto Araújo, y el secretario de Asuntos Estratégicos, Flavio Viana Rocha.

Brasil es el principal socio comercial de Argentina, y la cooperación bilateral también se da en ámbitos como el de la salud pública, para el que el país vecino permitió de manera excepcional la exportación de Midazolam, un insumo crítico para el tratamiento de pacientes con coronavirus COVID-19 en estado grave.

En el cierre de la ceremonia, el ex mandatario brasileño, José Sarney, deseó “éxito en el gobierno” al presidente Fernández y explicó: “Esta fecha fue elegida para recordar el comienzo del Mercosur, donde estábamos en búsqueda de crecer y formar un grupo competitivo a nivel internacional para ampliar la integración de nuestros países”.

Cancillería Argentina


VOLVER

Más notas sobre el tema